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21 de outubro de 2011

Honduras: Mais de 40 trabalhadores rurais assassinados em conflito de terras no Bajo Aguán

Honduras: Mais de 40 trabalhadores rurais assassinados em conflito de terras no Bajo Aguán

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Crédito: RL

 Honduras

Os trabalhadores rurais hondurenhos seguem sendo vítimas da repressão paramilitar financiada pelos ruralistas e latifundiários

Resumen Latinoamericano/La Radio de Sur - Mais de 40 trabalhadores e trabalhadoras rurais foram assassinados em meio ao conflito entre pequenos agricultores contra ruralistas e latifundiários pela posse das terras do Bajo Aguán de Honduras. O caso mais recente foi a morte de Santos Ceferino Zelaya Ruiz (33 anos), que foi emboscado por grupos armados no interior do assentamento camponês.

Filiado ao assentamento de La Aurora, do MUCA, foi assassinado nesta terça-feira, 11 de outubro, ao ser atacado por guardas de segurança do ruralista Miguel Facussé, quando junto a vários outros trabalhadores rurais trabalhava a terra reclamada pelo agro-empresário.

Johnny Rivas, membro do MUCA, em declarações oferecidas à Rádio del Sur, ressaltou que “os pequenos agricultores reclamam o uso dessas terras de propriedade do Estado, que nos foi entregue pelo deposto presidente Manuel Zelaya, em um prolongado conflito com latifundiários e ruralistas da região”.

Continuando, o dirigente denunciou que o Governo do presidente Porfirio Lobo carece de uma política agrária eficiente para resolver o conflito, e considerou que “ao não haver uma estratégia, confrontos como os que se vivem nos campos de Honduras geram mais violência”.

Rivas informou que “várias mulheres que acompanhavam Santos Ceferino durante o tiroteio se refugiaram nos campos de palmeiras, e os guardas particulares de Facussé detiveram 15 delas e perseguem as outras que se refugiaram”.

“Os pequenos agricultores não se dedicam a assassinar ninguém, senão a cultivar a terra”, enfatizou o representante do Muca.

Trabalhadores rurais coincidiram ao afirmar que esta parece “uma zona de guerra” pela permanência dos agentes repressivos, enviados pelo governo há vários meses, segundo La Prensa.

A administração de Porfirio Lobo afirma que tenta mediar o processo, quando na verdade efetivos da Força Tarefa Xatruch II patrulham a zona apoiados por veículos de artilharia, blindados, helicópteros e lanchas de ataque.

Também um destacamento do Exército os cercou com três metralhadoras M-60, com a justificativa de protegerem-se, após a morte de um policial e um soldado durantes as violentas operações contra os moradores da região.

29 de agosto de 2009

POSIÇÃO DA FRENTE EM RELAÇÃO AO PROCESSO ELEITORAL DE 2009 NEM CAMPANHA, NEM ELEIÇÕES LEGÍTIMAS NO MARCO DO GOLPE


Frente Nacional Contra o Golpe de Estado em Honduras:

POSIÇÃO DA FRENTE EM RELAÇÃO AO PROCESSO ELEITORAL DE 2009 NEM CAMPANHA, NEM ELEIÇÕES LEGÍTIMAS NO MARCO DO GOLPE

As eleições gerais sem a restituição da ordem constitucional seriam a legalização da violência militar contra o estado, e, portanto, são inaceitáveis. Em consequência, a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado declara:

1. Desconhecer a campanha, o processo e os resultados eleitorais, se não for restituída a ordem constitucional cujo fundamento básico é reinstalar no cargo o legítimo Presidente Constitucional José Manuel Zelaya Rosales.

2. Aconselhamos ao partido Unificação Democrática (UD) o lançamento de candidaturas independentes; candidatos e candidatas não golpistas aos cargos de eleição popular pelo Partido Liberal; e que o PINU-SD [Partido da Inovação e Unidade Social-Democrata] manifeste a sua posição política com respeito ao processo eleitoral no país.

3. Condenar a militarização da sociedade e do chamado "processo eleitoral" pelos golpistas que, com a sua presença armada, introduzem um elemento adicional de violência política partidária e aumentam as condições de exclusão, a obscuridade e a repressão em prejuízo das e dos participantes.

4. Reiterar o chamado a promovermos a instalação direta de uma Assembleia Nacional Constituinte popular, participativa, inclusiva, não discriminatória e democrática.

NO 61º DÍA DE LUTA AQUI NÃO SE RENDE NINGUÉM

Tegucigalpa, 28 de agosto de 2009

(tradução de Rodrigo Oliveira Fonseca)

19 de agosto de 2009

As pedras de Tegucigalpa - Honduras: a revolução nacional-libertadora tardia - Por Ivan Pinheiro(*)



Os dias que passei em Honduras, na fraterna companhia de Amauri Soares e Marcelo Buzetto, serviram para consolidar as impressões que, desde o Brasil, expusera no artigo “Contra a manobra do pacto de elites”.

Definitivamente, o golpe não só contou como ainda conta com o apoio material e político do imperialismo estadunidense, que foi obrigado a dissimular sua participação em razão dos erros cometidos na execução do golpe, sobretudo o fato de o mundo ter sido surpreendido com a prisão e a retirada à força de Manuel Zelaya do país, sem uma satanização prévia.

O golpe em Honduras é parte do plano imperialista para tentar frear a ALBA e os processos de mudanças sociais na América Latina. Honduras fica entre a Nicarágua e El Salvador, vizinhos hoje governados por antigos movimentos guerrilheiros de libertação nacional, agora em versão moderada, que se desmilitarizaram nos anos 90: a Frente Sandinista e a Frente Farabundo Marti.

Além disso, o país possui grandes reservas não exploradas de petróleo, minério abundante e outros recursos naturais, além da base de Soto Cano, a mais importante e estratégica para os ianques na América Central. Zelaya é o detalhe do golpe, que é muito mais contra a ALBA, contra Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e os dois vizinhos limítrofes.
Ao que tudo indica, está a ponto de se consumar o plano B que o império adotou a partir da repulsa mundial no início do golpe: a sua legitimação e, em seguida, legalização.

A cada dia que passa fica mais difícil a volta de Zelaya ao governo, ainda que apenas para presidir as eleições gerais de novembro com as mãos atadas, sem ALBA, sem Constituinte, nem mesmo o direito de se candidatar ao mais simples cargo eletivo.

Um dos mais importantes lances deste plano B se deu no dia 12 de agosto, quando os membros da Corte Suprema e do Tribunal Superior Eleitoral anunciaram oficialmente a manutenção das eleições gerais para o dia 29 de novembro próximo. Logo em seguida, simulando surpresa, o presidente golpista reconhece a decisão do judiciário, como se estivesse submetendo-se a um poder autônomo, ao “império da lei e da justiça, ao estado democrático de direito”.

Tudo isso em cadeia nacional de televisão. No horário nobre, como convém a uma boa novela. Em seguida, ainda ao vivo, Honduras ganha de quatro a zero da rival Costa Rica, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

A sinalização é óbvia: até a posse do novo Presidente, em janeiro, Micheletti preside o país, o TSE realiza as eleições, a Corte Suprema as preside, as Forças

Armadas as garantem e os observadores internacionais escolhidos a dedo as legitimam. Tudo para passar um ar de legalidade. Se assim for, Zelaya não volta nem para passar a faixa ao futuro Presidente.

No mesmo dia, em entrevista coletiva após uma cúpula do Nafta, entre sorridentes presidentes do Canadá e do México, Obama fez uma jogada de mestre, abandonando Zelaya à própria sorte. Aproveitando-se das ilusões alimentadas por este, de voltar ao poder por iniciativa dos EUA, Obama lavou as mãos, apontando a incoerência das pressões para que intervenha em Honduras por parte dos que pedem o fim da intervenção dos EUA nos países da América Latina.

No mesmo evento trilateral, Felipe Calderón – eleito presidente numa monumental fraude contra López Obrador - anuncia o reconhecimento do México ao governo Micheletti, seguindo o exemplo pioneiro do Canadá, cujas mineradoras transnacionais com sede no país ocupam quase um terço do território hondurenho. Para os que ainda não se deram conta de que o capitalismo brasileiro é parte do sistema imperialista, a mais poderosa dessas mineradoras tidas como canadenses (a INCO) foi recentemente comprada pela “nossa” Vale do Rio Doce.

Tudo indica que o núcleo duro da oligarquia e da cúpula militar que assumiu o governo em Honduras há mais de cinqüenta dias - agora falando grosso pelo decurso de prazo no poder - está com força para impor seu próprio projeto de pacto de elites para superar a crise e legitimar o golpe. Não só rechaçou as propostas conciliadoras feitas pelo Presidente da Costa Rica, como, em 10 de agosto, não recebeu uma delegação de chanceleres latino-americanos que, em nome da OEA, iriam a Tegucigalpa tentar mediar a crise. E olha que eram representantes apenas de governos moderados ou pró-imperialistas: Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana. Os golpistas só admitiram receber a Comissão da OEA no próximo 24 de agosto, ganhando mais duas semanas sem “mediações”.

Os golpistas conseguiram unificar todas as instituições e personalidades das classes dominantes: as cúpulas das Forças Armadas, da Igreja Católica, das entidades empresariais, do Judiciário, a grande maioria do Congresso Nacional, incluindo parlamentares do próprio partido de Zelaya, aliás o mesmo de Micheletti, o centenário Partido Liberal, uma espécie de PMDB hondurenho.

Esta unificação se expressa na mídia. Estão com o golpe todos os quatro jornais diários e, com a intervenção militar no canal 36 e a repressão a jornalistas independentes, todas as emissoras de televisão. Apenas uma estação de rádio ainda resistia, mas quando escrevo, deve estar fora do ar.

Creio que presenciamos em Honduras os momentos cruciais para o desfecho desta batalha, um capítulo da luta de classes que se expressa no país. Nos dias 11 e 12 de agosto, não por coincidência, chegaram ao auge a mobilização popular e a repressão. Sinto expressar a impressão de que os golpistas saíram mais fortalecidos dessas dramáticas 48 horas.

No dia 11, os protestos em Tegucigalpa, São Pedro de Sula e outras localidades envolveram quase cem mil manifestantes. Na capital, a marcha tentou ir até a Casa Presidencial, sede do governo federal, que fica num bairro de elite afastado do centro, sendo reprimida por um aparato de milhares de soldados da Polícia Nacional e do Exército. Na dispersão, como expressão da revolta popular, as pedras das mal calçadas ruas de Tegucigalpa se transformaram em armas contra símbolos do capital: as vidraças de bancos e redes multinacionais de comida rápida.

Na noite do dia 11, o governo retoma o toque de recolher. Na madrugada, veículos sem placa percorrem a capital com atiradores em trajes civis metralhando os dois principais locais de reunião da direção da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado: as sedes do Sindicato dos Trabalhadores de Bebidas e da Via Campesina.

Na manhã do dia 12, quando nova manifestação pacífica se dirigia ao centro da cidade, para um protesto diante do Congresso Nacional, a repressão já havia montado um aparato impressionante, destinado a evacuar todo o centro da cidade com violência contra quem estivesse nas ruas, fossem ou não manifestantes.

Sou testemunha ocular de que o pretexto para justificar a violenta repressão foi montado por agentes provocadores que, numa ação combinada, simularam uma agressão e logo em seguida a proteção do Vice-Presidente do Congresso Nacional, um dos principais articuladores do golpe. Exatamente na hora em que passavam os manifestantes, ele saíra sozinho à porta do Parlamento em plena sessão legislativa. Estas cenas, algumas horas depois, foram exibidas à exaustão em todas as emissoras de televisão hondurenhas e possivelmente no mundo todo.

Na dispersão desordenada, grande parte dos manifestantes se dirigiu ao quartel general da resistência desde o início das mobilizações, o até então inviolável campus da Universidade Pedagógica, onde se realizam as Assembléias da resistência e se alojavam os militantes que moram fora da capital. Mas o campus já estava tomado pelas tropas, que sequer permitiram aos alojados retirarem seus pertences pessoais, cuja apreensão ainda serviu para manipular a “descoberta” de coquetéis molotov.

É impressionante a combatividade, a coragem e a determinação do povo hondurenho. É digna de registro a unidade das forças que impulsionam até aqui a resistência, organizadas na Frente Nacional Contra o Golpe de Estado, apesar das debilidades políticas, materiais e organizativas dos movimentos sociais e grupos de esquerda. Não fossem estas debilidades, a história poderia ser outra. Nos momentos seguintes ao golpe havia um conjunto de fatores que poderiam configurar uma situação pré-revolucionária.

Os sindicatos ainda não têm a força desejável, sobretudo na iniciativa privada, onde a greve geral não vicejou. Os agrupamentos revolucionários só agora estão se reorganizando, recuperando-se da desarticulação das décadas de 80 e 90, em função da derrota da luta armada, da repressão e da crise na construção do socialismo. Para se ter uma idéia, dois partidos que se reivindicavam comunistas se dissolveram naquele período e só agora alguns comunistas estão refundando o Partido.

Mas as classes dominantes, para além do Estado, possuem uma arma decisiva numa batalha como esta: a mídia, sobretudo a televisão. É por este meio que os golpistas conseguiram calar, enquadrar e cooptar a grande maioria da pequena burguesia, restringindo a resistência aos setores proletários e parte minoritária das camadas médias.

Com muita competência, diuturnamente, todos os canais de televisão legitimam o golpe e satanizam a resistência. Jogam com o medo, mostrando cenas de violência nas ruas, em que as tropas só atacam para se defender dos “violentos” manifestantes, chamados de bárbaros e terroristas. Jogam com o risco de se perderem empregos e negócios, por conta da paralisação de parte importante da economia do país.

Jogam com o sentimento de autodeterminação, acusando a resistência de ser dirigida e financiada pela Venezuela e pela Nicarágua.

Todos os meios de comunicação se utilizam do mesmo padrão de manipulação. Os manifestantes são “vândalos, terroristas”; o golpe é uma “sucessão constitucional”. Não há qualquer debate na mídia eletrônica, em que haja espaço para o contraditório. Como aqui no Brasil, todos os “especialistas” chamados a comentar os fatos têm a mesma visão de mundo. A manipulação midiática não é apenas o que noticiam, mas também o que não noticiam. A solidariedade internacional não é conhecida pelo povo hondurenho. Zelaya tem sido satanizado como um meliante político, que queria rasgar a Constituição, a serviço de Hugo Chávez. Nesta fase de legitimação do golpe, o noticiário sobre Honduras vai sumindo na mídia mundial.

Confesso que foi impossível resistir à atração de vivenciar pessoalmente os confrontos do centro da cidade, ao lado dos manifestantes e do povo, para ajudar no que fosse possível. Confesso que foi difícil reprimir o impulso que as mãos suplicavam, quando as pedras me olhavam do chão.

A ofensiva da direita pode levar a um natural refluxo do movimento de massas, sobretudo face ao cansaço, à falta de resultados, ao isolamento social e, de uns tempos para cá, a uma certa desconfiança sobre a determinação de Zelaya. Ainda por cima, a mídia legitimou a repressão, o que dá ao governo golpista mãos livres para radicalizar mais nas próximas escaramuças.

Há muitos indícios de que o imperialismo já selou o destino de Zelaya: a possibilidade de uma volta ao país, “anistiado”, após a posse do novo Presidente. Não há qualquer sinal da saída de Micheletti antes disso, nem com a assunção de um tertius para disfarçar o golpe. Se um fato novo não ocorrer, Micheletti passa a faixa para o novo Presidente, em janeiro, certamente um cidadão “ilibado, acima das classes, de união nacional”, ou seja, da absoluta confiança do imperialismo e das classes dominantes locais.

Sinceramente, gostaria de trazer de Honduras avaliações diferentes.
Um exemplo deste plano é que, em 13 de agosto, partiu de Honduras para os EUA uma comissão de “notáveis” indicados pelo governo golpista, para explicar as razões do golpe ao Departamento de Estado, a convite deste. Lembram-se do compromisso de Obama de não receber delegações do governo golpista?

Os golpistas estão trocando os representantes diplomáticos hondurenhos no mundo todo, como a Cônsul Gioconda Perla, do Rio de Janeiro, que ficou fiel a Zelaya. Salvo os que aderiram ao golpe.

Preencheram todos os cargos federais. O governo funciona a pleno vapor. As estradas estão sendo desobstruídas, para escoar a circulação de bens e a exportação, reativando a economia. Os defensores de Zelaya na elite política se calaram, com raras exceções. O caso mais emblemático do oportunismo político é do Embaixador hondurenho no Brasil, que havia sido nomeado por Zelaya. Como já sentiu para onde os ventos sopram, simulou uma internação por problema cardíaco no dia da chegada de Zelaya em Brasília, quando este foi recebido pelo Presidente Lula.

Como se vê, vai de vento em popa a tática da legitimação do golpe, ajudada pelo quase fim do mandato de Zelaya e, agora, por uma agenda eleitoral que dominará a cena política hondurenha daqui a poucos dias. Para se ter idéia do processo eleitoral, haverá mais de 20.000 candidatos a cerca de 2.850 cargos (Presidente, Deputados, Prefeitos, Vereadores), inclusive do único Partido considerado de esquerda entre os cinco registrados, o social democrata UD (Unificación Democrática), que tem seis Deputados - nem todos participando publicamente da resistência - numa Câmara de pouco mais de cem.
A partir deste 31 de agosto, os partidos e os candidatos registrados já poderão divulgar suas campanhas em matérias pagas, inclusive na televisão. Isto mudará a pauta nacional.

Aliás, a participação ou não no processo eleitoral pode ser um fator de divisão da Frente contra o golpe, que reúne a Unificación Democrática e o Bloque Popular, em que se encontram as organizações sociais e políticas mais à esquerda. A UD já lançou publicamente um candidato a Presidente, enquanto o Bloque Popular defende a não participação nas eleições, com o argumento de não legitimar o golpe.

Enquanto isso, Zelaya, num comportamento pendular, abandonou seu posto em território nicaragüense, em Ocotal, na fronteira com seu país, de onde anunciara que iria comandar pessoalmente a resistência popular, exatamente nos dias 11 e 12 de agosto, para os quais estava convocada a jornada de luta. Nesses dias, Zelaya optou por um giro pela América do Sul, visitando o Brasil e o Chile, para sinalizar uma inflexão do eixo Chávez/Ortega para Lula/Bachelet.

Mas já ontem o presidente deposto havia voltado ao seu posto na fronteira, de onde divulgou ao povo hondurenho um comunicado conclamando à manutenção da luta de resistência contra o golpe e ao não reconhecimento do processo eleitoral convocado, nem dos seus resultados. E as manifestações continuam, ainda que com participação menor. Neste domingo, haverá um grande concerto musical contra o golpe.

Em verdade, mesmo assim, parece chegar ao fim um dos últimos capítulos da ilusão da revolução nacional-libertadora, que já há algumas décadas passou do prazo de validade.

Zelaya, eleito por um partido da ordem, representava o que ainda resta de setores da burguesia hondurenha, pequenos e médios empresários, que têm algum nível de contradição com o imperialismo. Sua aproximação com a ALBA e a Petrocaribe não tinha um sentido de transição ao socialismo, ainda que o difuso “socialismo do século XXI”. Tratava-se do interesse desses setores não monopolistas da burguesia hondurenha de fazer crescer o mercado interno e ter acesso ao mercado dos países da ALBA.

Para isso, precisavam nacionalizar algumas riquezas nacionais, participar de uma integração não imperialista para importar petróleo e outros insumos mais baratos e mitigar as injustiças para aumentar o poder de consumo popular, através de políticas compensatórias e aumento do salário mínimo.

A realidade está mostrando que estes setores residuais da burguesia não têm a mínima condição de disputar com os setores monopolistas.

Na fase imperialista do capitalismo, ainda mais em meio à sua crise, a hegemonia no Estado burguês pertence aos segmentos associados aos grandes monopólios. Quem manda em Honduras são os bancos, o agronegócio, os exportadores de matéria prima, e as indústrias maquiadoras voltadas, como no caso da Nike, para o mercado externo.

Mas em Honduras, nada será como antes, principalmente a esquerda e sua vanguarda. Amadurecem e formam-se nesta legendária luta milhares de militantes e quadros. O comando da Frente, em especial do Bloque Popular, já ajustou corretamente a linha política e a organização popular às necessidades desta nova fase da luta. A bandeira da convocação da Constituinte, livre e soberana, com ou sem Zelaya, é um dos eixos políticos principais. Em Assembléia neste domingo, a resistência resolveu priorizar a organização popular, a partir das bases.

A grande lição que os militantes hondurenhos aprenderam é que os proletários só podem contar com eles próprios. Para grande parte desta heróica vanguarda, acabaram-se as ilusões em alianças com a burguesia, nas possibilidades de humanização do capitalismo e de transição ao socialismo nos marcos da institucionalidade burguesa.

E a certeza de que não bastam as pedras de Tegucigalpa.

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB.
Rio, 19 de agosto de 2009

12 de agosto de 2009

Informes - Frente Nacional Contra el Golpe de Estado


martes 11 de agosto de 2009

http://contraelgolpedeestadohn.blogspot.com/

Comunicado 19

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado, a cuarenta y cinco días de resistencia, a la comunidad nacional e internacional hace saber que repudia las tácticas dilatorias del gobierno golpista para restablecer el orden constitucional en nuestro país, y que si en los próximos días la camarilla golpista no renuncia a su régimen de facto ni se restituye en el cargo a Manuel Zelaya Rosales como legítimo Presidente de Honduras, se procederá a lo siguiente:

1. Aumentar y profundizar las acciones de resistencia en todo el territorio nacional e intensificar los llamados de acciones solidarias internacionales en contra del régimen de facto.

2. Extender las acciones pacíficas para afectar el normal desenvolvimiento de las operaciones comerciales de empresas promotoras, financiadoras y ejecutores del golpe político- militar contra el gobierno legalmente constituido de Manuel Zelaya Rosales y contra todo el pueblo hondureño.

3. Denunciar la ilegalidad del proceso electoral avalado por un gobierno de facto, desnaturalizado por la expulsión violenta del Presidente Zelaya de su cargo en el Estado, cuya restitución es el único medio de validar los resultados que se obtengan, con la observación y el reconocimiento de la comunidad mundial.

4. Promover en instancias nacionales e internacionales el castigo penal contra los responsables intelectuales, materiales y financieros de las violaciones a los derechos y libertades civiles, que incluyen asesinatos de participantes de la resistencia popular, perpetrados por policías, militares y comandos paramilitares al servicio del régimen espurio.

¡Bienvenidos y bienvenidas a esta Marcha Nacional de Resistencia Popular, que representa el camino hacia la Asamblea Nacional Constituyente para redactar y aprobar una nueva Constitución Política de Honduras!.

Martes, 11 de agosto de 2009

Publicado por Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en 14:07 0 comentarios



sábado 1 de agosto de 2009

TODOS A ORGANIZAR EL BOICOT CONTRA LA DICTADURA MILITAR-EMPRESARIAL DE ROBERTO MICHELETTI

Llamamiento del Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras a la Clase Obrera Mundial

El 28 de junio del presente año, cuando la población hondureña se preparaba a participar en la Encuesta Popular sobre la instalación de una Cuarta Urna, en la cual se decidiría si se convoca o no a una Asamblea Constituyente, miles de efectivos militares secuestraron al Presidente Constitucional de la República, Manuel Zelaya Rosales y lo expulsaron hacia la vecina Costa Rica; ocuparon la Casa Presidencial, clausuraron violentamente todas las estaciones de radio y televisión independientes, persiguieron a los funcionarios del gobierno e implantaron un Estado de Sitio en todo el país.

De esa forma, se hizo efectivo un Golpe de Estado, que horas más tarde fue “legalizado” por el Congreso Nacional (asamblea legislativa), colocando en la Presidencia a Roberto Micheletti Bain, dirigente del mismo Partido político del Presidente Zelaya, mediante ridículos argumentos de que el gobernante depuesto había “renunciado”. Esa versión fue desmentida por el mismo Presidente Zelaya, además de que el Congreso Nacional no tiene atribuciones constitucionales para separarlo de su cargo. Asimismo, se argumentó la existencia de una orden de captura sin que el Presidente fuera sometido a un juicio en el cual pudiera defenderse de las acusaciones que se le hacían.

Detrás del golpe se encuentran la cúpula empresarial, los cuatro partidos políticos de la burguesía (Partido Liberal, Partido Nacional, Partido Demócrata Cristiano y Partido Innovacion y Unidad socialdemócrata), las cúpulas de las iglesias católica y evangélica, asi como los dueños de los principales medios de comunicación. Todos ellos hicieron una alianza contrarrevolucionaria temiendo que la consulta popular del 28 de junio diera poder al pueblo y, en especial, a la clase obrera y al campesinado pobre, para iniciar la construcción de una nueva sociedad, donde los privilegios de clase de la burguesía y de los terratenientes fueran eliminados.

También es necesario decir que detrás de ese golpe de estado, esta la mano del Imperialismo norteamericano y de la ultraderecha latinoamericana, quienes lo ven como una oportunidad de frenar los avances de la izquierda en la región centroamericana y la influencia de la revolución venezolana, tras los recientes triunfos electorales del Frente Farabundo Marti para la Liberacion Nacional (FMLN) en El Salvador y del Frente Sandinista en Nicaragua.

Sin embargo, la respuesta del Pueblo hondureño no se hizo esperar desde la primera hora del golpe. Las masas populares se lanzaron a las calles, a conquistar las plazas públicas y a protestar en la Casa Presidencial (edificio sede del gobierno) en contra de miles de efectivos militares, armados con tanquetas, helicópteros, aviones y artillería pesada. Desde entonces, las masas populares salen TODOS LOS DIAS a la calle desde hace un mes, a protestar, a ejecutar medidas de presión para derrocar al gobierno usurpador, realizando masivas movilizaciones, cortes de carreteras, toma de edificios públicos, etc. haciendo uso del Articulo 3 de nuestra Constitución Política que da derecho a la Insurrección Popular en caso de la imposición de un gobierno por la fuerza de las armas. Aunque esta lucha ha costado la vida de varios hondureños, asesinados por los militares, gracias a la misma el gobierno usurpador no ha logrado controlar la situación, ni derrotar a las masas y por tanto no ha logrado consolidarse como gobierno.

La máxima expresión organizativa de la resistencia popular es el “Frente Nacional contra el Golpe de Estado” que unifica a todas las expresiones sociales y políticas del movimiento popular y conduce el movimiento nacional hacia el derrocamiento de la dictadura. Este frente está constituido por organizaciones obreras, campesinas y populares en general, así como por los partidos y movimientos políticos de izquierda y centro que se han declarado en contra del golpe de estado.

La reacción internacional fue contundente desde el punto de vista diplomático: Salvo el régimen sionista de Israel, ningún otro país del mundo se atrevió a reconocer a la dictadura militar-empresarial impuesta en Honduras. Tanto la Organización de Estados Americanos (OEA), la Asamblea General de las Naciones Unidas (ONU), el Grupo de Río, los países asociados al ALBA, entre otros, condenaron el golpe de estado, porque correctamente interpretan que se trata de un primer golpe a las de por sí limitadas democracias burguesas existentes en Latinoamerica, y que, de consolidarse, sentaría un precedente funesto para hacer retroceder las conquistas sociales y las libertades democráticas de los pueblos y trabajadores, proclive a ser imitado por las fuerzas más reaccionarias en otros países de la región y del mundo.

Sin embargo, esta reacción no ha pasado aún de declaraciones diplomáticas que, si bien son útiles, no son suficientes para golpear a la dictadura ni en lo económico, ni en lo militar.

El único gobierno que tuvo siempre una política ambigua respecto al gobierno usurpador, fue el gobierno norteamericano liderado por Barack Obama. Mientras declaraba reconocer al Gobierno del Presidente Manuel Zelaya como único presidente, dio visa a los emisarios de los golpistas para que estos ingresen a territorio norteamericano a hacer lobby a favor del golpe; no ha suspendido los principales programas de apoyo económico y militar en Honduras; no aplica el boicot comercial como en cambio si ha hecho contra Cuba , y se niega a declarar que se trata de un “Golpe de Estado”. Más bien ha promovido una negociación entre el legítimo Presidente de los hondureños, Manuel Zelaya, con el dictador Micheletti, a través de un mediador: el Presidente de Costa Rica, Oscar Arias.

Para el Frente Nacional contra el Golpe de Estado, la mediación del Presidente Arias es una estrategia del Departamento de Estado de los Estados Unidos para lograr cierto reconocimiento internacional al dictador Micheletti, dilatar en el tiempo la salida al conflicto para que el movimiento de resistencia se desgaste y someter al Presidente Zelaya a condicionamientos inaceptables ante su eventual reinstalación en el poder, a fin de que abandone las reivindicaciones políticas que han motivado la movilización popular, como son la lucha por una Asamblea Constituyente y por el castigo a los culpables del golpe. Por consiguiente, el Frente Nacional contra el Golpe de Estado, solo acepta una reinstalación inmediata, segura e incondicional del Presidente Zelaya a su cargo.

La clase obrera hondureña, que desde el principio respondió activamente a la resistencia popular, organizó para la tercera semana una movilización unificada con sus propios métodos de lucha: la Huelga general y la toma de los centros de trabajo, comenzando con un paro general de 48 horas de las tres centrales sindicales del país (CUTH, CGT y CTH) los pasados días 23 y 24 de julio, que se ha repetido el 30 y 31 del mismo mes. En solidaridad los compañeros de organizaciones populares de El Salvador y Nicaragua hicieron cortes en las aduanas para impedir el ingreso y salida de mercadería a Honduras. Inmediatamente las asociaciones empresariales de Honduras y Centroamérica, que son solidarias con los usurpadores, pusieron el grito en el cielo porque dicho boicot implica pérdidas millonarias para sus empresas. Eso significa que la huelga y el boicot comercial son armas efectivas para desgastar las bases económicas de los golpistas, más que las declaraciones formales.

Por todo lo anterior, el Frente Nacional contra el Golpe de Estado hace un llamamiento a las organizaciones representativas de la clase obrera mundial para que organicen y ejecuten una solidaridad militante con la clase obrera y con el pueblo de Honduras, realizando acciones de boicot a todos los productos que entran y salen a puertos hondureños, a fin de asfixiar económicamente a la dictadura; a hacer manifestaciones de repudio a la dictadura enfrente de las embajadas de Honduras y de los Estados Unidos; a hacer actos político culturales en solidaridad con la lucha del pueblo hondureño; y en general a ejecutar cuanta acción fortalezca la lucha del pueblo hondureño y su clase obrera para sacudirnos este régimen opresor y alcanzar una nueva sociedad.

SOLO LA UNIDAD MUNDIAL DE LA CLASE OBRERA DERROTARA EL EXPERIMENTO FASCISTA EN HONDURAS


Tegucigalpa M.D.C. 31 de julio de 2009

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lunes 27 de julio de 2009

ACUERDO DE DUELO

El FRENTE NACIONAL CONTRA EL GOLPE DE ESTADO por este medio expresa sus más profundas muestras de pesar y solidaridad con la familia de PEDRO MAGDIEL MUÑOZ SALVADOR, por el brutal asesinato de que fue objeto por los aparatos represores del régimen golpista el día 25 de julio de 2009.

Asimismo, manifestamos nuestra indignación por este y los otros crímenes perpetrados por los golpistas y reafirmamos que estos crímenes no quedarán impunes.

Declaramos a PEDRO MAGDIEL MUÑOZ SALVADOR “HÉROE DE LA RESISTENCIA POPULAR”.

Acordamos entregar este pronunciamiento a la familia de Pedro Magdiel Muñoz y reafirmamos que su sangre no fue derramada en vano y que su ejemplo alimentará el espíritu combativo, de dignidad y victoria del pueblo hondureño.

Tegucigalpa M.D.C 26 de Julio de 2009

Publicado por Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en 18:10 7 comentarios


jueves 23 de julio de 2009

COMUNICADO No. 13

El Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras, al pueblo hondureño y a la comunidad internacional comunica lo siguiente:


1. Que las multitudinarias marchas, mítines, eventos culturales, plantones, tomas de carreteras y otras acciones efectuadas simultáneamente a nivel nacional en estos 26 días de resistencia popular, han fortalecido el espíritu de lucha del pueblo hondureño y golpeado la estructura económica y política de la oligarquía.

2. Que a partir de esta fecha dio inicio el paro cívico nacional de 48 horas decretado por las centrales de trabajadores y trabajadoras aglutinados en el Frente Nacional contra el Golpe de Estado como parte de las medidas progresivas que se tienen programadas hasta lograr el retorno del orden institucional y se restituya al legítimo presidente de la República Manuel Zelaya Rosales.

3. Ratificamos nuestra posición de lucha frente propuestas presentadas en la declaración de San José Costa Rica por el presidente Oscar Arias y declaramos enfáticamente que no renunciamos a los procesos democráticos participativos e incluyentes que tienen como propósito la conformación de una asamblea Nacional constituyente.

4. Como parte de las acciones de resistencia contra el golpe de Estado llamamos al pueblo hondureño a incorporarse a la caravana que recibirá a nuestro legítimo presidente de la República Manuel Zelaya Rosales.

5. Denunciamos que los cuerpos represivos del Estado continuaron con la intimidación y militarización de las carreteras en otra violación de los derechos humanos.


Instamos a la población a mantenerse alerta e incorporarse a toda acción que deslegitime a la oligarquía golpista.

Tegucigalpa M.D.C. 23 de Julio de 2003

Publicado por Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en 22:00 6 comentarios


domingo 19 de julio de 2009

Carta abierta a Óscar Arias

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país y unidas por la situación provocada a partir del golpe de Estado, a la comunidad nacional e internacional informa lo siguiente:

1. Reiteramos que la posición intransigente de la comisión nombrada por los golpistas hace imposible una solución exitosa de la mediación realizada en San José.

2. Estamos de acuerdo con el primer punto de la propuesta presentada por el ciudadano presidente de Costa Rica, premio Nobel de la Paz, Oscar Arias, consistente en la restitución inmediata de Manuel Zelaya Rosales a la presidencia de la República de Honduras, misma que demandamos sea de carácter incondicional.

3. Rechazamos el resto de dicha propuesta, porque no coincide con nuestros planteamientos y exigencias, lo cual argumentamos: El numeral 2 posibilita la inclusión de personas relacionadas con el golpe de Estado y, por lo tanto, que han cometido delitos de lesa humanidad. El numeral 3 significa la negación del derecho ciudadano a una democracia participativa. El numeral 4 promueve la impunidad para quienes planearon, ejecutaron y avalan el Golpe de Estado. El numeral 5 entraña la posibilidad de perpetrar un fraude electoral del cual ya se tienen claros indicios. El numeral 6 desconoce nuestro planteamiento de revisar el papel constitucional de las fuerzas armadas y su involucramiento en el golpe de Estado. El numeral 7 no tiene razón de ser, en tanto no se despejen los puntos anteriores.

4. Denunciamos la actitud de desconocimiento tácito de violación de derechos humanos de que viene siendo objeto la población por parte del gobierno de facto y sus aparatos represores, de lo cual es muestra: asesinatos, detenciones ilegales, acoso y persecución a representantes del movimiento social; medios de comunicación, periodistas y organizaciones sociales han sufrido atentados a la libertad de expresión; se han violentado los derechos individuales y fundamentales en la vida del ciudadano y ciudadana contemplados en la Constitución de la República. Denunciamos así mismo la involución que ha sufrido el país en materia de derechos humanos, militarización y acoso de comunidades como la Guadalupe Carney, en Silín, Colón; militarización de instituciones públicas y la puesta en acción de miembros de escuadrones de la muerte en todo el país; a lo cual se suma el accionar coludido del Ministerio Público, juzgados y Tribunales de la República con el gobierno de facto, lo que ha provocado un estado de indefensión de la ciudadanía.

5. Mantenemos nuestra posición de alcanzar procesos políticos incluyentes que permiten la participación democrática de hombres y mujeres, por medio de la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.
6. Continuamos firmes en nuestra lucha, hasta lograr la recuperación del orden institucional.

Tegucigalpa, M.D.C. 19 de julio de 2009

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miércoles 15 de julio de 2009

Comunicado No.12

El Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país comunica al resto de la población:

1. Agradecemos el apoyo y solidaridad de los pueblos del mundo, particularmente la presencia de la Alianza Social Continental (ASC), espacio de encuentro de los movimientos sociales americanos, que está en Honduras para conocer y divulgar internacionalmente la situación provocada por el golpe de Estado.

2. Denunciamos el uso de los medios de comunicación masiva en manos de la oligarquía, que intentan mostrar un país en normalidad y paz, mientras se asesina y persigue a líderes populares.

3. Comunicamos la participación de una delegación del Frente Nacional contra el Golpe de Estado, en los Estados Unidos que informará a Senadores y otras autoridades del Gobierno estadounidense sobre la violación de derechos humanos y la negación de la democracia y el estado de derecho.

4. Denunciamos el camino dictatorial fascista que perfila el actual régimen de facto, que se vale de las fuerza de las armas y desconoce espacios de participación y comunicación elementales.

5. Expresamos nuestro reconocimiento a la población hondureña, que se ha mantenido en resistencia para que se restablezca el orden institucional, exigiendo la restitución del Presidente electo José Manuel Zelaya Rosales, y la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente que promueva una sociedad con democracia participativa.

6. Continuamos haciendo un llamado al resto de la población a que se incorpore a las acciones para lograr el derrocamiento de los usurpadores del Estado.

Tegucigalpa, M.D.C. 15 de julio de 2009

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martes 14 de julio de 2009

Comunicado No. 11

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por diferentes expresiones organizadas en el país unidas ante la situación provocada por el golpe de Estado, comunica:

1. Condenamos enérgicamente el asesinado del compañero Roger Bados, militante del partido Unificación Democrática y miembro del Bloque Popular. Hecho acaecido en su casa de habitación y en el que resultaron heridas su compañera de hogar y su hermana. Roger era un miembro activo del movimiento popular hondureño y participaba activamente en las acciones contra del golpe de Estado. Exigimos el castigo a los responsables intelectuales y materiales de este crimen.

2. Reiteramos nuestra exigencia de restituir incondicionalmente el orden institucional en el país, a la vez que reafirmamos nuestra voluntad de continuar con el proceso que nos lleve a la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente que permita refundar Honduras.

3. Con respecto a las reuniones de mediación realizadas en San José Costa Rica, denunciamos que ha quedado demostrado que todo esto ha sido una táctica dilatoria para mantener al Presidente Zelaya fuera del país. No es cierto que las pláticas hayan quedado abiertas, pues cuando la Comisión del Gobierno del Presidente Zelaya, le solicitaron realizar la mediación en Honduras no respondió y la Comisión de los golpistas dijo claramente que no aceptaban desarrollar este proceso en nuestro territorio.

4. Repudiamos la persecución y captura de los periodistas de la Cadena Telesur. La mañana del domingo fueron detenidos por la policía nacional, sacados del Hotel donde se hospedaban, fueron llevados a la Embajada de ese país, esto bajo el argumento de que ya no tienen nada que hacer en Honduras. Condenamos la represión contra los medios que dicen lo que realmente esta sucediendo en el país.

5. Hacemos del conocimiento del resto de la población hondureña, que a los Programas radiales del Centro de Derechos de Mujeres y Centro de Estudios de la Mujer que se transmiten en Radio Cadena Voces, el día sábado 11 de julio se les ha cortado la señal a la hora en que se transmiten. En estos programas se informa sobre las acciones que se realizan en contra del golpe de estado.

6. Comunicamos el fin de semana pasado se realizaron diferentes manifestaciones y tomas en contra del golpe de estado en todo el país. En San Pedro Sula, Santa Barbará, Sava, Sonaguera, Trujillo, Tocoa, Copan y Tegucigalpa, donde el sábado se realizo un acto político cultural en el lugar donde las Fuerzas Armadas le dieran muerte del Joven Isis Obed Murillo. El homenaje incluyo música protesta de artistas destacadas y destacados, mensajes de diferentes personas, entre ellos algunos familiares de dicho joven, también se hizo una ceremonia Garífuna.

7. Hacemos un llamado a toda la población para que continuemos la lucha y exijamos la restitución de las garantías individuales, pues por ahora se ha suspendido el toque de queda pero se sigue violentando los derechos de la población al mantenerle suspendidas las garantías. La intimidación de las personas con la militarización de oficinas, organizaciones, carreteras y otros lugares, también afecta a todas las personas.

Tegucigalpa, M.D.C. 12 de julio de 2009.

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sábado 11 de julio de 2009

Comunicado No. 10

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por diferentes expresiones organizadas en el país unidas ante la situación provocada por el golpe de estado, informa al resto de la población.

1. Que no renunciamos a los procesos políticos incluyentes que permiten la participación democrática de hombres y mujeres, por medio de la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.

2. Mantenemos que la solución a la crisis actual parte de la restitución incondicional del Señor Presidente Constitucional de la República José Manuel Zelaya Rosales y su gobierno, a efecto de concluir el período presidencial para el cual fue electo.

3. Dejar claro que este golpe de estado obedece a una estrategia de los que ostentan el poder económico y político, las ultraderechas en América Latina, la Agencia Central de Inteligencia y la industria militar de los Estados Unidos.

4. Que la Comisión que el Frente envió a Costa Rica, participa junto con los representantes del
gobierno del Presidente José Manuel Zelaya Rosales en el proceso por sacar el gobierno golpistas. Además informamos que la propuesta y posición del Frente ha sido asumida por el Presidente Zelaya en su totalidad y que así ha sido planteada al mediador.

5. Condenamos la detención del señor José David Murillo, quien es el padre del joven Isis Obed Murillo, asesinado por las Fuerzas Armadas la tarde del domingo en las acciones para retornar al orden institucional en Honduras. Don David y su familia son miembros del Movimiento Ambientalista de Olancho, MAO.

6. Denunciamos que la represión y persecución aumenta cada día, y se ha ampliado hacia el congelamiento de las cuentas bancarias de algunas organizaciones y personas, líderes y lideresas que están incorporadas en la lucha contra el golpe de estado y la institucionalidad en el país.

7. Repudiamos la persecución que el gobierno golpista está haciendo contra la delegación de la Embajada Cubana, el equipo de apoyo al proyecto de alfabetización y las brigadas médicas. En estos momentos ya se ha retirado el personal de la embajada y el equipo de educación. Con esta acción se agrede a quién nos ha brindado ayuda humanitaria incondicionalmente y se afecta a la población más pobre.

8. Reiteramos nuestro compromiso de luchar por una sociedad donde impere la democracia y el bienestar de las mayorías. En tal sentido llamamos a mantenernos realizando las diferentes acciones en coordinación con las regiones y organizaciones.

Tegucigalpa, M.D.C. 10 de julio de 2009

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viernes 10 de julio de 2009

Posicionamiento frente al encuentro de San José, Costa Rica.

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país a raíz del golpe de estado, al pueblo hondureño manifiesta lo siguiente:

· Reintegro a la institucionalidad y la restitución incondicional del Señor Presidente Constitucional de la República José Manuel Zelaya Rosales, a efecto de concluir el período presidencial para el cual fue electo.

· Reconocemos que ante la situación actual provocada por el golpe de estado, planificado y ejecutado por la oligarquía política, económico, religiosa y militar en Honduras, el pueblo ha actuado en legítima defensa del derecho de participación, manteniéndose en una insurrección pacifica y popular frente al gobierno de facto y tirano resultado de dicho golpe.

· El pueblo no renuncia a procesos de participación y consulta incluyentes, por ello proponemos y mantenemos, que se continué con el proceso de lograr una democracia participativa, alcanzando la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente, definiendo con anterioridad los criterios y el perfil de las mujeres y los hombres que la deben integrar.

· Descalificamos la propuesta de los actores del golpe de estado respecto a dejar en impunidad a los golpistas, restringiendo la correspondiente deducción de responsabilidades y la justicia vital para la conservación de la institucionalidad democrática.

· Denunciamos el retroceso de las Fuerzas Armadas de Honduras, dado su participación en el golpe de estado es necesario revisar su papel constitucional.

Cualquier proceso de mediación tendrá que darse en el marco del posesiona miento del Frente Nacional contra el golpe de Estado.

Tenemos trece días de lucha y continuaremos en resistencia, animamos al pueblo hondureño a continuar en esta lucha tal como nos demanda la coyuntura histórica actual por la defensa y el fortalecimiento de nuestros derechos ciudadanos.

Tegucigalpa, M.D.C. 8 de Julio de 2009

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miércoles 8 de julio de 2009

COMUNICADO No. 9

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país, en pié de lucha hasta la restitución del orden constitucional, comunica:

1. Reiteramos que el Golpe de Estado fue concebido por la oligarquía y ejecutado por las Fuerzas Armadas en contubernio con la Corte Suprema de Justicia, el Congreso Nacional, el Ministerio Público, Comisionado de Derechos Humanos, Tribunal Superior Electoral, los Partidos Liberal, Nacional, Innovación y Unidad Social Demócrata, Democracia Cristiana, la Iglesia Católica, evangélica.

2. Exigimos que en las reuniones planificadas entre el Presidente Zelaya y Roberto Micheletti Bain se tome en cuenta la posición del Frente Nacional contra el Golpe de estado que incluye como punto principal la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.

3. Exigimos el castigo para los responsables de la muerte de los compañeros caídos y la represión a las movilizaciones y locales del movimiento popular.

4. Rechazamos la posibilidad de la legitimación de las autoridades de facto y reafirmamos que la única salida aceptable es el regreso al orden institucional.

5. Comunicamos el nombramiento de una comisión que representa al Frente Nacional contra el Golpe de Estado para que participe en las reuniones de San José, Costa Rica.

6. Continuamos exigiendo la restitución de las garantías individuales de inmediato, pues la suspensión es una clara violación de los derechos humanos de las personas.

FRENTE NACIONAL CONTRA EL GOLPE DE ESTADO EN HONDURAS

Tegucigalpa, M.D.C. 8 de julio de 2009

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NOTICIAS URGENTES

11 de agosto de 2009

BRASILEIROS EM HONDURAS - Comunicado 1




Chegamos hoje à noite a Tegucigalpa, capital de Honduras, formando uma delegação de brasileiros, organizada pela Casa da América Latina, para expressar a solidariedade de organizações políticas e sociais de nosso país que realizam amanhã (11 de agosto) manifestações de repúdio ao golpe de Estado perpetrado pelas oligarquias e o imperialismo neste país, com a destituição do Presidente eleito, Manuel Zelaya, nos marcos de uma jornada mundial de apoio ao povo hondurenho.

Ainda no trajeto, passando por El Salvador, mantivemos contato com dirigentes da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), que hoje governa aquele país, onde conversamos com os companheiros Nídia Diaz e Elias Romero, deputados do Parlamento Centro Americano, que também manifestaram sua preocupação com a situação política de Honduras e suas conseqüências para a integração latino-americana.

Chegando ao aeroporto da capital, Tegucigalpa, fomos recebidos por uma representação da Embaixada brasileira no país. Em seguida, encontramo-nos com uma delegação da Via Campesina, em nome da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado.

Já formalizamos nossa entrada no país e já estamos devidamente alojados.

Amanhã, vamos acompanhar as manifestações programadas pela resistência, que incluem uma greve geral e uma grande concentração na capital, para onde convergem desde sexta-feira hondurenhos vindos de todos os cantos do país. Juntamente com delegações de outros países, que também estão aqui para dar apoio e respaldo político às mobilizações, procuraremos contribuir, modestamente, para denunciar toda e qualquer tentativa dos golpistas de impedir a livre manifestação do povo hondurenho.

Reafirmamos nosso compromisso em dar continuidade à luta contra uma nova escalada golpista em nosso continente, e para que se reforce a unidade dos povos da América Latina na luta antiimperialista e por um mundo justo, livre e fraterno.

Tegucigalpa, 10 de agosto de 2009


Amauri Soares
Deputado Estadual (SC)

Ivan Pinheiro
Secretário Geral do PCB

Marcelo Buzetto
Dirigente Nacional do MST

25 de julho de 2009

Resistência hondurenha recusa qualquer retrocesso na luta popular, exige a volta incondicional de Zelaya e recusa pontos propostos por Arias

por Frente Nacional Contra o Golpe de Estado em Honduras

A Frente Nacional Contra o Golpe de Estado em Honduras, integrada pelas diferentes forças organizadas no país e unidas pela situação provocada à comunidade nacional e internacional a partir do golpe de Estado, informa o seguinte:

1- Reiteramos que a posição intransigente da comissão nomeada pelos golpistas torna impossível uma solução com êxito da mediação realizada em San José da Costa Rica.

2- Estamos de acordo com o primeiro ponto da proposta apresentada pelo cidadão presidente da Costa Rica, prémio Nobel da Paz, Oscar Aris, consistente na restituição imediata de Manuel Zelaya Rosales à presidência da República de Honduras, a qual exigimos que seja de carácter incondicional.

3- Recusamos o resto da referida proposta, porque não coincide com nossas colocações e exigências, o que argumentamos: O número 3 possibilita a inclusão de pessoas relacionadas com o golpe de Estado e, portanto, que cometeram delitos de lesa humanidade. O número 3 significa a negação do direito cidadão a uma democracia participativa. O número 4 promove a impunidade para aqueles que planearam, executaram e apoiam o Golpe de Estado. O número 5 implica a possibilidade de perpetrar uma fraude eleitoral da qual já se têm claros indícios. O número 6 desconhece a nossa posição de rever o papel constitucional das forças armadas e o seu envolvimento no golpe de Estado. O número 7 não tem razão de ser, enquanto não se eliminarem os pontos anteriores.

4- Denunciamos a atitude de desconhecimento tácito de violação de direitos humanos de que vem sendo objecto a população por parte do governo de facto e dos seus aparelhos repressores, do qual é exemplo: 4 assassinatos, 1.158 detenções ilegais, busca e perseguição de representantes do movimento social; 14 meios de comunicação, 14 jornalistas e 4 organizações sociais sofreram atentados à liberdade de expressão; foram violentados os direitos individuais e fundamentais da vida do cidadão e cidadã contemplados na Constituição da República. Denunciamos também a involução que sofreu o país em matéria de direitos humanos, militarização de instituições públicas e a colocação em acção de membros de esquadrões de morte por todo o país; a qual se soma a acção em conluio do Ministério Publico, dos julgados e dos Tribunais da República com o governo de facto, o que provocou um estado de desamparo da cidadania.

5- Mantemos a nossa posição de alcançar processos políticos includentes que permitam a participação democrática de homens e mulheres, por meio da instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

6- Continuamos firmes na nossa luta, até conseguir a recuperação da ordem institucional.

Tegucigalpa, M.D. 19 de Julho de 2009
Frente Nacional Contra o Golpe de Estado em Honduras


Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/