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14 de setembro de 2009

Denúncia! PRESO DIRIGENTE NACIONAL DA JUCO EM HONDURAS


GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO é membro do Comitê Executivo Central da Juventude Comunista Colombiana, JUCO. Também pertence ao Comitê Executivo da Associação Colombiana de Estudantes Universitarios, ACEU. No último domingo, 6 de setembro, viajou a Tegucigalpa em uma missão de observação organizada pela Rede Social para a Educação Pública na América, RED SEPA, representando a Organização Continental e Caribenha de Estudantes, OCLAE. Em 28 de Junho Honduras viveu um golpe militar que depôs o presidente constitucional MANUEL ZELAYA. A partir deste momento este país vive um regime de terror sob o governo de fato de ROBERTO MICHELETTI.

Quando do seu regresso a Colômbia, GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO foi preso pelas forças de segurança hondurenhas.

Os Acontecimentos:

1.Quando GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO se dirigia ao voo número 825 da Empresa Aérea COPA AIRLINES, com saída às 2:00 pm no dia 10 de setembro com destino a Colômbia com escala na Cidade do Panamá, foi furtada a bagagem de mão do doutor STEPHEN STEWART, Secretário Técnico da RED SEPA com quem se encontrava.

2.A Policia Nacional de Honduras capturou o grupo de assaltantes que furtaram a bagagem do doutor STEPHEN STEWART. Quando chegaram a Estação de Policia do aeroporto, perceberam que a bagagem estava retida na Sala da INTERPOL. Os agentes registraram, sem autorização, o conteúdo da maleta e na revista encontraram videos e fotografias da repressão e da violência cometidas pela força de segurança durante as manifestações pacificas da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe Militar.

3.Às 1:30 pm iniciou-se um exaustivo interrogatório tanto a GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO como ao doutor STEPHEN STEWART, indagando o motivo da visita e o caráter de nossas organizações. Durante o interrogatorio insistiram constantemente: “que não estavam presos, mas que não podiam sair do escritório"; “que não estavam presos, mas que não poderiam fazer ligações"; que não estavam presos, mas que não teriam direito de movimentar-se livremente dentro do escritótio da INTERPOL”, organismo que realizava o interrogatorio. No interrogatorio, os agentes realizaram as seguintes perguntas ao doutor STEPHEN STEWART: Porque andava con a resistência?; Que fazia com um colombiano em Honduras?. A GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO insinuaram que tinha vinculos com ações criminosas em Tegucigalpa, referindo-se a atentados supostamente realizados por extrangeiros.

4.Às 2:00 pm uma funcionária da INTERPOL, decidiu unilateralmente cancelar a reserva aérea de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO e de STEPHEN STEWART, com o argumento de que, obrigatoriamente, deviam denunciar aos delinquentes em uma Estação de Policía. Sem dúvida, a atenção sempre esteve concentrada no conteúdo da maleta e em mais de uma ocasião foram psicológioca e fisicamente agredidos pelos agentes.

5.Do Aeroporto foram transladados às 3:00 pm a ESTAÇÃO QUARTA DE BELEM DA POLICIA NACIONAL, onde se deram as declerações e forma novamente interrogados pelo material alusivo a FRENTE NACIONAL DE RESISTÊNCIA CONTRA O GOLPE MILITAR. Logo um sub-oficial da policia ordenou a um agente localizado na portaria para que não os deixassem sair da Estação, mesmo com os oficiais insistindo que eles não estavam presos.

6.Duas horas depois, chegou a DIREÇÃO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, DNIC, e seu COMANDO ESPECIAL COBRA, para indagar não só os motivos e objetivos da visita de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO e de STEPHEN STEWART a Honduras, como também exigiam informações sobre as pessoas com as quais se reuniram da FRENTE NACIONAL DE RESISTÊNCIA CONTRA O GOLPE MILITAR e dos COLEGIOS MAGISTERIALES DE HONDURAS. Declararam que sues passaportes eram falsos e que iriam levar-los aos seu departamento. Fizeram uma série de ameaças a GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO pelo fato de possuir um visto venezuelano. Em nenhum momento lhes permitiram fazer telefonemas.

7.Em um descuido dos agentes, GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO conseguiu dialogar con uma senhora que estava fazendo uma denuncia na mesa estação de policia, e que por sorte pertencia ao movimento de resistancia. Ela levou a informação do que estava acontecendo aos advogados da FRENTE NACIONAL DE RESISTENCIA CONTRA EL GOLPE MILITAR. Eles se apresentaram naestação para perguntar pela situação e paradeiro de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO e de STEPHEN STEWART, as quais os funcionários negaram ter-los em seu poder em várias ocasiões. A insistência do advogado fez com que o mesmo se dirigisse a parte de trás da estação, onde o camarada estava detido. Diante da presença do advogado no lugar da detenção, são liberados, mas seus passaportes ficam retidos até as 7 p.m, quando finalmente são devolvidos.

8.A última comunicação que obteve com GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO, foi no dia 11 de setembro às 1:30 Pm hora colombiana. Nessa comunicação manifestou sua preocupação do fato da Empresa Aérea COPA AIR LINES lhe notificou que nunca foi informada por parte da INTERPOL do cancelamento da reserva. O advogado lhe informou que os documentos da maleta furtada estava em mãos da inteligência militar, e que os oficiais registraram como dono da maleta GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO. De sua parte a Empresa Aérea de forma deliderada está postergando a viagem de regresso com a finalidade de ganhar tempo para que as forças de inteligencia militar possa realizar as consultas com a embaixada colombiana e levantar informações para abrir um processo judicial. Até a última comunicação, COPA AIR LINES não havia dado a GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO nenhuma solução para o seu regresso.

Em Consequencia:

1. Exigimos as autoridades civis e militares hondurenhas a levantar todas as restrições que impedem a livre circulação de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO, de forma que possa regressar ao seu páis de origem.

2. Demandamos da Chancelaria colombiana, ações oportunas que permitam prevenir qualquer tipo de abuso de parte das autoridades hondurenhas contra o cidadão GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO assegurando seu retorno de forma imediata.

3. Responsabilizamos a Interpol Honduras, a Policía Nacional de Honduras, a Direção Nacional de Investigação Criminal, DNIC, e o Comando Especial Cobra, pela integridade física e moral de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO.

4. Também responsabilizamos pela sorte de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO a Empresa Aérea COPA AIR LINES de impedir, sem nenhuma justificação legal, seu regresso a Colombia no dia 11 de setembro.

5. Convocamos todas as forças vivas da Colombia e da comunidade internacional a permanecerem alertas pelo que possa ocorrer nas próximas horas, a vida e a integridade fisica e moral de GUILLERMO RAFAEL BAQUERO SERRANO.

COMITÊ EXECUTIVO CENTRAL

Bogotá D.C Septiembre 11 de 2009

19 de agosto de 2009

As pedras de Tegucigalpa - Honduras: a revolução nacional-libertadora tardia - Por Ivan Pinheiro(*)



Os dias que passei em Honduras, na fraterna companhia de Amauri Soares e Marcelo Buzetto, serviram para consolidar as impressões que, desde o Brasil, expusera no artigo “Contra a manobra do pacto de elites”.

Definitivamente, o golpe não só contou como ainda conta com o apoio material e político do imperialismo estadunidense, que foi obrigado a dissimular sua participação em razão dos erros cometidos na execução do golpe, sobretudo o fato de o mundo ter sido surpreendido com a prisão e a retirada à força de Manuel Zelaya do país, sem uma satanização prévia.

O golpe em Honduras é parte do plano imperialista para tentar frear a ALBA e os processos de mudanças sociais na América Latina. Honduras fica entre a Nicarágua e El Salvador, vizinhos hoje governados por antigos movimentos guerrilheiros de libertação nacional, agora em versão moderada, que se desmilitarizaram nos anos 90: a Frente Sandinista e a Frente Farabundo Marti.

Além disso, o país possui grandes reservas não exploradas de petróleo, minério abundante e outros recursos naturais, além da base de Soto Cano, a mais importante e estratégica para os ianques na América Central. Zelaya é o detalhe do golpe, que é muito mais contra a ALBA, contra Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e os dois vizinhos limítrofes.
Ao que tudo indica, está a ponto de se consumar o plano B que o império adotou a partir da repulsa mundial no início do golpe: a sua legitimação e, em seguida, legalização.

A cada dia que passa fica mais difícil a volta de Zelaya ao governo, ainda que apenas para presidir as eleições gerais de novembro com as mãos atadas, sem ALBA, sem Constituinte, nem mesmo o direito de se candidatar ao mais simples cargo eletivo.

Um dos mais importantes lances deste plano B se deu no dia 12 de agosto, quando os membros da Corte Suprema e do Tribunal Superior Eleitoral anunciaram oficialmente a manutenção das eleições gerais para o dia 29 de novembro próximo. Logo em seguida, simulando surpresa, o presidente golpista reconhece a decisão do judiciário, como se estivesse submetendo-se a um poder autônomo, ao “império da lei e da justiça, ao estado democrático de direito”.

Tudo isso em cadeia nacional de televisão. No horário nobre, como convém a uma boa novela. Em seguida, ainda ao vivo, Honduras ganha de quatro a zero da rival Costa Rica, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

A sinalização é óbvia: até a posse do novo Presidente, em janeiro, Micheletti preside o país, o TSE realiza as eleições, a Corte Suprema as preside, as Forças

Armadas as garantem e os observadores internacionais escolhidos a dedo as legitimam. Tudo para passar um ar de legalidade. Se assim for, Zelaya não volta nem para passar a faixa ao futuro Presidente.

No mesmo dia, em entrevista coletiva após uma cúpula do Nafta, entre sorridentes presidentes do Canadá e do México, Obama fez uma jogada de mestre, abandonando Zelaya à própria sorte. Aproveitando-se das ilusões alimentadas por este, de voltar ao poder por iniciativa dos EUA, Obama lavou as mãos, apontando a incoerência das pressões para que intervenha em Honduras por parte dos que pedem o fim da intervenção dos EUA nos países da América Latina.

No mesmo evento trilateral, Felipe Calderón – eleito presidente numa monumental fraude contra López Obrador - anuncia o reconhecimento do México ao governo Micheletti, seguindo o exemplo pioneiro do Canadá, cujas mineradoras transnacionais com sede no país ocupam quase um terço do território hondurenho. Para os que ainda não se deram conta de que o capitalismo brasileiro é parte do sistema imperialista, a mais poderosa dessas mineradoras tidas como canadenses (a INCO) foi recentemente comprada pela “nossa” Vale do Rio Doce.

Tudo indica que o núcleo duro da oligarquia e da cúpula militar que assumiu o governo em Honduras há mais de cinqüenta dias - agora falando grosso pelo decurso de prazo no poder - está com força para impor seu próprio projeto de pacto de elites para superar a crise e legitimar o golpe. Não só rechaçou as propostas conciliadoras feitas pelo Presidente da Costa Rica, como, em 10 de agosto, não recebeu uma delegação de chanceleres latino-americanos que, em nome da OEA, iriam a Tegucigalpa tentar mediar a crise. E olha que eram representantes apenas de governos moderados ou pró-imperialistas: Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana. Os golpistas só admitiram receber a Comissão da OEA no próximo 24 de agosto, ganhando mais duas semanas sem “mediações”.

Os golpistas conseguiram unificar todas as instituições e personalidades das classes dominantes: as cúpulas das Forças Armadas, da Igreja Católica, das entidades empresariais, do Judiciário, a grande maioria do Congresso Nacional, incluindo parlamentares do próprio partido de Zelaya, aliás o mesmo de Micheletti, o centenário Partido Liberal, uma espécie de PMDB hondurenho.

Esta unificação se expressa na mídia. Estão com o golpe todos os quatro jornais diários e, com a intervenção militar no canal 36 e a repressão a jornalistas independentes, todas as emissoras de televisão. Apenas uma estação de rádio ainda resistia, mas quando escrevo, deve estar fora do ar.

Creio que presenciamos em Honduras os momentos cruciais para o desfecho desta batalha, um capítulo da luta de classes que se expressa no país. Nos dias 11 e 12 de agosto, não por coincidência, chegaram ao auge a mobilização popular e a repressão. Sinto expressar a impressão de que os golpistas saíram mais fortalecidos dessas dramáticas 48 horas.

No dia 11, os protestos em Tegucigalpa, São Pedro de Sula e outras localidades envolveram quase cem mil manifestantes. Na capital, a marcha tentou ir até a Casa Presidencial, sede do governo federal, que fica num bairro de elite afastado do centro, sendo reprimida por um aparato de milhares de soldados da Polícia Nacional e do Exército. Na dispersão, como expressão da revolta popular, as pedras das mal calçadas ruas de Tegucigalpa se transformaram em armas contra símbolos do capital: as vidraças de bancos e redes multinacionais de comida rápida.

Na noite do dia 11, o governo retoma o toque de recolher. Na madrugada, veículos sem placa percorrem a capital com atiradores em trajes civis metralhando os dois principais locais de reunião da direção da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado: as sedes do Sindicato dos Trabalhadores de Bebidas e da Via Campesina.

Na manhã do dia 12, quando nova manifestação pacífica se dirigia ao centro da cidade, para um protesto diante do Congresso Nacional, a repressão já havia montado um aparato impressionante, destinado a evacuar todo o centro da cidade com violência contra quem estivesse nas ruas, fossem ou não manifestantes.

Sou testemunha ocular de que o pretexto para justificar a violenta repressão foi montado por agentes provocadores que, numa ação combinada, simularam uma agressão e logo em seguida a proteção do Vice-Presidente do Congresso Nacional, um dos principais articuladores do golpe. Exatamente na hora em que passavam os manifestantes, ele saíra sozinho à porta do Parlamento em plena sessão legislativa. Estas cenas, algumas horas depois, foram exibidas à exaustão em todas as emissoras de televisão hondurenhas e possivelmente no mundo todo.

Na dispersão desordenada, grande parte dos manifestantes se dirigiu ao quartel general da resistência desde o início das mobilizações, o até então inviolável campus da Universidade Pedagógica, onde se realizam as Assembléias da resistência e se alojavam os militantes que moram fora da capital. Mas o campus já estava tomado pelas tropas, que sequer permitiram aos alojados retirarem seus pertences pessoais, cuja apreensão ainda serviu para manipular a “descoberta” de coquetéis molotov.

É impressionante a combatividade, a coragem e a determinação do povo hondurenho. É digna de registro a unidade das forças que impulsionam até aqui a resistência, organizadas na Frente Nacional Contra o Golpe de Estado, apesar das debilidades políticas, materiais e organizativas dos movimentos sociais e grupos de esquerda. Não fossem estas debilidades, a história poderia ser outra. Nos momentos seguintes ao golpe havia um conjunto de fatores que poderiam configurar uma situação pré-revolucionária.

Os sindicatos ainda não têm a força desejável, sobretudo na iniciativa privada, onde a greve geral não vicejou. Os agrupamentos revolucionários só agora estão se reorganizando, recuperando-se da desarticulação das décadas de 80 e 90, em função da derrota da luta armada, da repressão e da crise na construção do socialismo. Para se ter uma idéia, dois partidos que se reivindicavam comunistas se dissolveram naquele período e só agora alguns comunistas estão refundando o Partido.

Mas as classes dominantes, para além do Estado, possuem uma arma decisiva numa batalha como esta: a mídia, sobretudo a televisão. É por este meio que os golpistas conseguiram calar, enquadrar e cooptar a grande maioria da pequena burguesia, restringindo a resistência aos setores proletários e parte minoritária das camadas médias.

Com muita competência, diuturnamente, todos os canais de televisão legitimam o golpe e satanizam a resistência. Jogam com o medo, mostrando cenas de violência nas ruas, em que as tropas só atacam para se defender dos “violentos” manifestantes, chamados de bárbaros e terroristas. Jogam com o risco de se perderem empregos e negócios, por conta da paralisação de parte importante da economia do país.

Jogam com o sentimento de autodeterminação, acusando a resistência de ser dirigida e financiada pela Venezuela e pela Nicarágua.

Todos os meios de comunicação se utilizam do mesmo padrão de manipulação. Os manifestantes são “vândalos, terroristas”; o golpe é uma “sucessão constitucional”. Não há qualquer debate na mídia eletrônica, em que haja espaço para o contraditório. Como aqui no Brasil, todos os “especialistas” chamados a comentar os fatos têm a mesma visão de mundo. A manipulação midiática não é apenas o que noticiam, mas também o que não noticiam. A solidariedade internacional não é conhecida pelo povo hondurenho. Zelaya tem sido satanizado como um meliante político, que queria rasgar a Constituição, a serviço de Hugo Chávez. Nesta fase de legitimação do golpe, o noticiário sobre Honduras vai sumindo na mídia mundial.

Confesso que foi impossível resistir à atração de vivenciar pessoalmente os confrontos do centro da cidade, ao lado dos manifestantes e do povo, para ajudar no que fosse possível. Confesso que foi difícil reprimir o impulso que as mãos suplicavam, quando as pedras me olhavam do chão.

A ofensiva da direita pode levar a um natural refluxo do movimento de massas, sobretudo face ao cansaço, à falta de resultados, ao isolamento social e, de uns tempos para cá, a uma certa desconfiança sobre a determinação de Zelaya. Ainda por cima, a mídia legitimou a repressão, o que dá ao governo golpista mãos livres para radicalizar mais nas próximas escaramuças.

Há muitos indícios de que o imperialismo já selou o destino de Zelaya: a possibilidade de uma volta ao país, “anistiado”, após a posse do novo Presidente. Não há qualquer sinal da saída de Micheletti antes disso, nem com a assunção de um tertius para disfarçar o golpe. Se um fato novo não ocorrer, Micheletti passa a faixa para o novo Presidente, em janeiro, certamente um cidadão “ilibado, acima das classes, de união nacional”, ou seja, da absoluta confiança do imperialismo e das classes dominantes locais.

Sinceramente, gostaria de trazer de Honduras avaliações diferentes.
Um exemplo deste plano é que, em 13 de agosto, partiu de Honduras para os EUA uma comissão de “notáveis” indicados pelo governo golpista, para explicar as razões do golpe ao Departamento de Estado, a convite deste. Lembram-se do compromisso de Obama de não receber delegações do governo golpista?

Os golpistas estão trocando os representantes diplomáticos hondurenhos no mundo todo, como a Cônsul Gioconda Perla, do Rio de Janeiro, que ficou fiel a Zelaya. Salvo os que aderiram ao golpe.

Preencheram todos os cargos federais. O governo funciona a pleno vapor. As estradas estão sendo desobstruídas, para escoar a circulação de bens e a exportação, reativando a economia. Os defensores de Zelaya na elite política se calaram, com raras exceções. O caso mais emblemático do oportunismo político é do Embaixador hondurenho no Brasil, que havia sido nomeado por Zelaya. Como já sentiu para onde os ventos sopram, simulou uma internação por problema cardíaco no dia da chegada de Zelaya em Brasília, quando este foi recebido pelo Presidente Lula.

Como se vê, vai de vento em popa a tática da legitimação do golpe, ajudada pelo quase fim do mandato de Zelaya e, agora, por uma agenda eleitoral que dominará a cena política hondurenha daqui a poucos dias. Para se ter idéia do processo eleitoral, haverá mais de 20.000 candidatos a cerca de 2.850 cargos (Presidente, Deputados, Prefeitos, Vereadores), inclusive do único Partido considerado de esquerda entre os cinco registrados, o social democrata UD (Unificación Democrática), que tem seis Deputados - nem todos participando publicamente da resistência - numa Câmara de pouco mais de cem.
A partir deste 31 de agosto, os partidos e os candidatos registrados já poderão divulgar suas campanhas em matérias pagas, inclusive na televisão. Isto mudará a pauta nacional.

Aliás, a participação ou não no processo eleitoral pode ser um fator de divisão da Frente contra o golpe, que reúne a Unificación Democrática e o Bloque Popular, em que se encontram as organizações sociais e políticas mais à esquerda. A UD já lançou publicamente um candidato a Presidente, enquanto o Bloque Popular defende a não participação nas eleições, com o argumento de não legitimar o golpe.

Enquanto isso, Zelaya, num comportamento pendular, abandonou seu posto em território nicaragüense, em Ocotal, na fronteira com seu país, de onde anunciara que iria comandar pessoalmente a resistência popular, exatamente nos dias 11 e 12 de agosto, para os quais estava convocada a jornada de luta. Nesses dias, Zelaya optou por um giro pela América do Sul, visitando o Brasil e o Chile, para sinalizar uma inflexão do eixo Chávez/Ortega para Lula/Bachelet.

Mas já ontem o presidente deposto havia voltado ao seu posto na fronteira, de onde divulgou ao povo hondurenho um comunicado conclamando à manutenção da luta de resistência contra o golpe e ao não reconhecimento do processo eleitoral convocado, nem dos seus resultados. E as manifestações continuam, ainda que com participação menor. Neste domingo, haverá um grande concerto musical contra o golpe.

Em verdade, mesmo assim, parece chegar ao fim um dos últimos capítulos da ilusão da revolução nacional-libertadora, que já há algumas décadas passou do prazo de validade.

Zelaya, eleito por um partido da ordem, representava o que ainda resta de setores da burguesia hondurenha, pequenos e médios empresários, que têm algum nível de contradição com o imperialismo. Sua aproximação com a ALBA e a Petrocaribe não tinha um sentido de transição ao socialismo, ainda que o difuso “socialismo do século XXI”. Tratava-se do interesse desses setores não monopolistas da burguesia hondurenha de fazer crescer o mercado interno e ter acesso ao mercado dos países da ALBA.

Para isso, precisavam nacionalizar algumas riquezas nacionais, participar de uma integração não imperialista para importar petróleo e outros insumos mais baratos e mitigar as injustiças para aumentar o poder de consumo popular, através de políticas compensatórias e aumento do salário mínimo.

A realidade está mostrando que estes setores residuais da burguesia não têm a mínima condição de disputar com os setores monopolistas.

Na fase imperialista do capitalismo, ainda mais em meio à sua crise, a hegemonia no Estado burguês pertence aos segmentos associados aos grandes monopólios. Quem manda em Honduras são os bancos, o agronegócio, os exportadores de matéria prima, e as indústrias maquiadoras voltadas, como no caso da Nike, para o mercado externo.

Mas em Honduras, nada será como antes, principalmente a esquerda e sua vanguarda. Amadurecem e formam-se nesta legendária luta milhares de militantes e quadros. O comando da Frente, em especial do Bloque Popular, já ajustou corretamente a linha política e a organização popular às necessidades desta nova fase da luta. A bandeira da convocação da Constituinte, livre e soberana, com ou sem Zelaya, é um dos eixos políticos principais. Em Assembléia neste domingo, a resistência resolveu priorizar a organização popular, a partir das bases.

A grande lição que os militantes hondurenhos aprenderam é que os proletários só podem contar com eles próprios. Para grande parte desta heróica vanguarda, acabaram-se as ilusões em alianças com a burguesia, nas possibilidades de humanização do capitalismo e de transição ao socialismo nos marcos da institucionalidade burguesa.

E a certeza de que não bastam as pedras de Tegucigalpa.

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB.
Rio, 19 de agosto de 2009

18 de agosto de 2009

Honduras e a SIP - Por: Atilio A. Boron


O prolongamento da crise em Honduras não tem um efeito neutro, pois joga a favor dos golpistas. O repúdio e o isolamento universais não impressionam os usurpadores. Muito pelo contrário: confirmam sua visão paranóica de um mundo dominado por comunistas, subversivos e revolucionários que conspiram sem cessar para frustrar sua patriótica iniciativa. Tanto os militares como os civis hondurenhos golpistas compartilham esse delírio que continua sendo alimentado, dia após dia, pelo Pentágono, pela CIA e boa parte do establishment político do império, para os quais a guerra não terminou nem vai terminar jamais.

Guerra sobretudo contra esse imenso e inesperado movimento social que se tem posto em marcha a partir do golpe e que ultrapassa ampla - e talvez irreversivelmente - os estreitos marcos da mal chamada "democracia representativa" em Honduras. Bastou que Zelaya pretendesse honrar essa fórmula para que a santa aliança abandonasse em tropel as cavernas e saísse à batalha: ali se juntaram, para unir forças, os representantes militares e políticos do império com a corrupta oligarquia local, a perversa hierarquia da Igreja Católica, as diversas frações do patronato e o poder midiático que este conglomerado de riqueza e privilégio controla em seu entorno, fazendo da liberdade de imprensa uma farsa sangrenta.

Não é casualidade que o sítio da internet da benemérita Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), sempre tão atenta diante de tudo o que acontece com os meios de comunicação em Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, ocultou descaradamente o que está acontecendo em Honduras. A resolução mais importante sobre o tema dos meios de comunicação, adotada em 24 de julho, é uma condenação... ao presidente Rafael Correa, por apoiar "incessante clima de confrontação e injúrias contra jornalistas, proprietários de meios de comunicação e suas empresas" Nenhuma palavra sobre Gabriel Fino Noriega, jornalista hondurenho da Rádio Estelar, assassinado por forças paramilitares, como informa a Missão da ONU enviada para investigar a situação dos direitos humanos em Honduras.

A mesma delegação comprovou que Tegucigalpa, Canal 36, Rádio TV Maya e Rádio Globo foram militarizadas, constatando-se também o assalto a diversas sedes de meios de comunicação e ameaças de morte contra jornalistas, o bloqueio de suas transmissões ou a interceptação telefônica e o bloqueio de seu acesso à internet. A missão também confirmou o metralhamento da cabine de transmissão da Rádio Juticalpa, em Olancho, e as ameaças de morte feitas contra jornalistas como o diretor do diário El Libertador, Johnny J. Lagos Enríquez e o jornalista Luis Galdanes.

Na cidade de Progresso, os militares silenciaram as transmissões de Rádio Progresso, sendo hostilizado seu diretor o sacerdote jesuíta Ismael Mareno, e detido temporariamente um de seus jornalistas enquanto outros recebiam ameaças de morte. Outro caso é o do Canal 26, TV Atlântida, cujo diretor declarou ante a missão da ONU que os militares ordenaram aos meios de comunicação do Estado que estes deveriam abster-se de transmitir outras versões ou informações que não emanassem do governo de fato.

Ante a agressão sofrida pelos jornalistas da Telesur e Venezuelana de Television - sem cujo valente trabalho o mundo jamais haveria acompanhado o que ocorreu em Honduras - a SIP se limitou a emitir um tímido comunicado lamentando os fatos; em troca, emitiu uma resolução dura contra Correa.

Seria muito longo enumerar todas as violações à liberdade de imprensa e dos direitos humanos, à parte do assassinato de Noriega, que passaram desapercebidas frente os atentos censores da SIP e seus doutrinários, Mario Vargas Llosa e a pandilha dos "mais-que-perfeitos idiotas latino-americanos". Seu silêncio cúmplice revela a descompostura moral do império, suas permanentes mentiras e a impunidade com a qual se movem esses falsos defensores da "liberdade de imprensa". E diante deste cenário, a Secretária de Estado Hillary Clinton se atreve a qualificar como imprudente o gesto de Zelaya de viajar à fronteira de seu país! Ao passo que seu porta-voz, Philip Crowley, advertia contra "qualquer ação que possa conduzir à violência" em Honduras.

Já falta muito pouco para que Washington comece a declarar que o verdadeiro golpista é Zelaya e que foi ele e não outro quem arrastou seu país a um caos de violência e morte. A promessa de novas negociações a cargo da Casa Branca só servirá para desfigurar ainda mais a verdade e inclinar o fiel da balança a favor dos golpistas e seus mandantes.

Traduzido por Dario da Silva.

13 de agosto de 2009

Falar suavemente acompanhado de um porrete De 'Teddy' Roosevelt a Obama -  Por: Jorge Altamira

Falar suavemente acompanhado de um porrete De 'Teddy' Roosevelt a Obama - Por: Jorge Altamira

A revelação de que a Colômbia havia posto à disposição do Pentágono sete bases militares em seu território deu como que uma guinada violenta na crise internacional desatada pelo golpe em Honduras. Agora, a negociação para repor Zelaya na presidência desse país abarca um temário mais amplo. Na primeira fase, quando se estabeleceu a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o retorno de Zelaya ficou condicionado à aceitação da retirada de sua proposta de convocação de uma Constituinte, da formação de um gabinete de coalizão com os golpistas e até do adiamento das eleições convocadas para novembro. Curiosamente, Zelaya aceitou esta extorsão, pela qual se deve supor que o fez com o apoio dos governos da Alba, que Honduras integra por decisão do mesmo Zelaya.

Também curiosamente os golpistas rechaçaram a proposta, o que, se supõe, fizeram porque contavam com respaldo norteamericano, apesar de Obama exigir publicamente que se restabeleça a presidência de Zelaya. Como se vê, a verdade não se encontra atrás das palavras. Na trajetória deste assunto, o Congresso e a Corte de Honduras ratificaram logo a destituição de Zelaya, ou seja, torpedearam pela segunda vez os 'bons trabalhos' costarriquenhos. Tudo transparente como a água: a mediação de Arias serviu para ganhar tempo e para algo mais: para que o arco internacional do golpismo obtivesse a possibilidade de tomar a iniciativa.

É o que acaba de ocorrer com uma série de medidas que a Colômbia adotou: a denúncia de que as FARC financiaram a campanha eleitoral de Correa, no Equador; a denúncia de que Chávez entregou às FARC foguetes terra-ar comprados da Suécia para as forças armadas da Venezuela; a autorização para que os militares estadunidenses utilizem bases na Colômbia; finalmente, um giro de Uribe - que aponta fundamentalmente para o Brasil -, para deixar claro que a estabilidade regional depende de uma neutralização política da Venezuela de Chávez, muito antes que de uma solução ao golpe em Honduras. O colombiano Uribe, vinculado com o paramilitarismo e o narcotráfico, acusou a Venezuela, com o seu hábito de não pestanejar, de ser o corredor da droga para o Caribe.

Com a responsabilidade que têm os Estados Unidos na transformação do México em um Estado narcotraficante, a invenção de Uribe transforma=se em uma provocação - em especial quando o governo de Obama se declara satisfeito pelos resultados da colaboração com Cuba para a luta contra o narcotráfico. Em definitivo, quando a poeira baixar, a questão da reposição de Zelaya já estará 'prescrita'.

Evo Morales acredita que a coisa ainda vai mais longe: segundo a sua apreciação, uma vitória provável da direita nas eleições do Chile e do Uruguai 'aproximaria' os países bolivarianos. Talvez isso nem faça falta, já que as 'esquerdas' que se apresentam nestes países são tão fiéis à independência nacional como os gatos. O presidente da Bolívia, entretanto, se esqueceu de mencionar a crise política na Argentina e a passividade diante do golpe em Honduras manifestada pelo novo governo da FMLN em El Salvador. Enquanto isso, em Honduras, reapareceram os 'grupos-tarefas' com o assassinato de vários ativistas docentes e um camponês.

Onde foi parar, então, o alegado 'triunfo' do anti-imperialismo, como progressistas e bolivarianos disseram da resolução que pôs fim à exclusão de Cuba da OEA? Se a OEA não funciona como Ministério das Colônias dos ianques, ela simplesmente se enfraquece. Foi o que ocorreu, precisamente, há quase cinquenta anos, quando todos os governos que votaram contra a exclusão de Cuba foram atingidos por golpes militares, com a exceção do México. Inclusive depois da festejada resolução de dois meses atrás, Cuba segue excluída, pois somente pode reingressar a seu pedido, se for autorizada a isso ao cabo de uma negociação.

O jogo político desatado pela crise hondurenha se volta agora para o papel do Brasil, cujo projeto de aliança político-militar na América do Sul, a Unasul, foi desafiado pelo acesso do Pentágono às bases militares colombianas e pelo reforço político de sua grande base militar em Honduras, como consequência da vitória dos golpistas. O embaixador brasileiro questionou a instalação norteamericana na Colômbia como se ignorasse que isso já vinha ocorrendo em função do Plano Colômbia, cujo pretexto é combater a "narcoguerrilha" e o narcotráfico.

Alguns analistas sustentam que a ampliação da presença militar ianque na Colômbia atentaria contra a segurança da Amazônia. Neste caso, seria um excelente pretexto para reforçar a militarização que já se encontra em curso no Brasil. Mais adiante, talvez com outro governo, tudo poderia terminar com uma aliança militar entre Estados Unidos e Brasil.

Mas chama a atenção que o embaixador brasileiro associasse o tema das novas bases militares com a negociação comercial de Doha (onde o Brasil briga por um forte rebaixamento das tarifas que prejudicam as suas exportações) e com os altos impostos que exigem os Estados Unidos para vender o etanol nesse país - o "biocombustível" que deriva da cana de açúcar. Com isso temos outra peça mais na jogada e na negociação desatada pelo golpe em Honduras. Os fatores de choque poderiam ser estendidos ainda mais; a oposição patronal que ganhou as eleições na Argentina, em fins de junho passado, não esconde que a sua principal reivindicação de política exterior é a ruptura política com o chavismo. Para agregar às curiosidades: a Bush lhe "molharam a orelha" em 2005, em Buenos Aires, mas a vingança quem executa é Obama.

O último personagem a ingressar na cena é o governo do rei da Espanha, que pressionou a União Europeia para que não reconhecesse aos golpistas hondurenhos. Logo da nacionalização, ainda que a preço de ouro, do Banco Santander por parte de Chávez, isto deveria surpreender, assim como que isto ocorra depois da expropriação de um par de propriedades rurais de espanhóis. Mas estes acontecimentos recentes são já história velha, porque Rodríguez Zapatero acaba de obter suculentos contratos de obras públicas da parte de Chávez (bilhões de dólares para ferrovias e hidroeletricidade) e um par de acordos petroleiros para a Repsol na zona do Orinoco e para refinar o petróleo cru venezuelano em uma filial que o "polvo" tem no Equador. São negócios que um governo esquálido [burguês], na Venezuela, seguramente já teria reservado para os polvos norteamericanos. Do mesmo modo, a Repsol disse que o seu principal campo de investimentos na América Latina estará no Brasil. Do que se conclui que assistimos, em toda esta crise, a toda uma boa jogada interimperialista - ou seja, que a fatura será paga pelas massas. A 'resistência nac & pop' das pseudo burguesias nacionais derrete-se como neve na primavera; suas principais preocupações políticas são sobreviver às crises políticas em suas próprias casas.

Esta dilatação continental e internacional da fagulha hondurenha é uma consequência da bancarrota capitalista mundial; assistimos a um estreitamento das margens de negociação e a uma acentuação das crise políticas. Por isso, a luta contra o golpe hondurenho e contra as provocações do imperialismo exige uma reivindicação de conjunto. É esta a oportunidade para uma conferência latinoamericana de organizações combativas, independentes das burguesias nacionais e de seus governos, para desenvolver um plano de ação em escala continental.

BRASILEIROS EM HONDURAS - COMUNICADO 3


Com a impressionante ampliação da resistência popular, após 46 dias de golpe, a repressão de ontem para hoje atingiu seu mais elevado nível, de acordo com nossos interlocutores e a própria imprensa burguesa.

A manifestação de ontem, da qual participamos, foi a maior de toda esta jornada. Aqui em Tegucigalpa, durante as quase oito horas de manifestações, participaram mais de 50 mil pessoas. Em São Pedro de Sula, cidade industrial a cerca de quatro horas de carro daqui, soubemos que os atos foram também expressivos. A greve foi ampla no serviço público, sobretudo entre os professores.

A nossa delegação foi carinhosamente recebida pelos manifestantes. Na concentração antes da passeata, fomos chamados a falar aos manifestantes. Deixamos claro que estamos aqui em representação de diversas instituições políticas e sociais brasileiras, solidárias com a resistência. Desfraldamos na manifestação uma bandeira brasileira, que apareceu em toda a cobertura da televisão e da imprensa em geral.

A manifestação de ontem terminou por volta das 16 horas. Na dispersão, houve ações contundentes contra algumas empresas de propriedade de oligarcas hondurenhos envolvidos com o golpe.

À noite, o governo decretou a volta do toque de recolher. De madrugada, a sede da Via Campesina foi alvo de um atentado a tiros por parte de agentes golpistas.

Apesar desta ofensiva da direita, nova manifestação se deu hoje, com dezenas de milhares de pessoas que - saindo da Universidade Pedagógica (onde estavam acampados os manifestantes vindos do interior do Estado) - se dirigiam pacificamente ao Congresso Nacional. Chegando ao destino, a passeata foi cruelmente reprimida pela Polícia Nacional e pelo Exército. Milhares de soldados, em grupos de cerca de trinta, percorreram as ruas do centro da cidade dispersando violentamente os manifestantes.

Grande parte dos manifestantes dirigiu-se então à Universidade Pedagógica, a fim de se reagruparem e se reorganizarem. No entanto, o Exército e a Polícia já haviam ocupado o campus universitário. Neste momento, a sede da Via Campesina, de alguns sindicatos e de organizações ligadas à Frente Nacional Contra o Golpe de Estado estão ocupadas pelas forças repressoras.

Quando escrevíamos este informe, ainda não se conhecia o número de vítimas da repressão que, entre presos e feridos, certamente se contam às centenas. Vejam algumas fotos que aqui apresentamos.

Amanhã devemos voltar ao Brasil, após realizarmos contatos políticos com as forças que impulsionam a resistência, de forma que possamos em nosso país dar continuidade à solidariedade.

Conclamamos todas as forças progressistas brasileiras a cerrarem fileiras em torno da solidariedade ao povo hondurenho. Até porque, pelo que sentimos aqui, a resistência deste valoroso povo não se curvará aos oligarcas locais e ao imperialismo.

Tegucigalpa, 13 de agosto de 2009

Amauri Soares
Deputado Estadual (SC)

Ivan Pinheiro
Secretário Geral do PCB

Marcelo Buzetto
Dirigente Nacional do MST

12 de agosto de 2009

Informes - Frente Nacional Contra el Golpe de Estado


martes 11 de agosto de 2009

http://contraelgolpedeestadohn.blogspot.com/

Comunicado 19

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado, a cuarenta y cinco días de resistencia, a la comunidad nacional e internacional hace saber que repudia las tácticas dilatorias del gobierno golpista para restablecer el orden constitucional en nuestro país, y que si en los próximos días la camarilla golpista no renuncia a su régimen de facto ni se restituye en el cargo a Manuel Zelaya Rosales como legítimo Presidente de Honduras, se procederá a lo siguiente:

1. Aumentar y profundizar las acciones de resistencia en todo el territorio nacional e intensificar los llamados de acciones solidarias internacionales en contra del régimen de facto.

2. Extender las acciones pacíficas para afectar el normal desenvolvimiento de las operaciones comerciales de empresas promotoras, financiadoras y ejecutores del golpe político- militar contra el gobierno legalmente constituido de Manuel Zelaya Rosales y contra todo el pueblo hondureño.

3. Denunciar la ilegalidad del proceso electoral avalado por un gobierno de facto, desnaturalizado por la expulsión violenta del Presidente Zelaya de su cargo en el Estado, cuya restitución es el único medio de validar los resultados que se obtengan, con la observación y el reconocimiento de la comunidad mundial.

4. Promover en instancias nacionales e internacionales el castigo penal contra los responsables intelectuales, materiales y financieros de las violaciones a los derechos y libertades civiles, que incluyen asesinatos de participantes de la resistencia popular, perpetrados por policías, militares y comandos paramilitares al servicio del régimen espurio.

¡Bienvenidos y bienvenidas a esta Marcha Nacional de Resistencia Popular, que representa el camino hacia la Asamblea Nacional Constituyente para redactar y aprobar una nueva Constitución Política de Honduras!.

Martes, 11 de agosto de 2009

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sábado 1 de agosto de 2009

TODOS A ORGANIZAR EL BOICOT CONTRA LA DICTADURA MILITAR-EMPRESARIAL DE ROBERTO MICHELETTI

Llamamiento del Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras a la Clase Obrera Mundial

El 28 de junio del presente año, cuando la población hondureña se preparaba a participar en la Encuesta Popular sobre la instalación de una Cuarta Urna, en la cual se decidiría si se convoca o no a una Asamblea Constituyente, miles de efectivos militares secuestraron al Presidente Constitucional de la República, Manuel Zelaya Rosales y lo expulsaron hacia la vecina Costa Rica; ocuparon la Casa Presidencial, clausuraron violentamente todas las estaciones de radio y televisión independientes, persiguieron a los funcionarios del gobierno e implantaron un Estado de Sitio en todo el país.

De esa forma, se hizo efectivo un Golpe de Estado, que horas más tarde fue “legalizado” por el Congreso Nacional (asamblea legislativa), colocando en la Presidencia a Roberto Micheletti Bain, dirigente del mismo Partido político del Presidente Zelaya, mediante ridículos argumentos de que el gobernante depuesto había “renunciado”. Esa versión fue desmentida por el mismo Presidente Zelaya, además de que el Congreso Nacional no tiene atribuciones constitucionales para separarlo de su cargo. Asimismo, se argumentó la existencia de una orden de captura sin que el Presidente fuera sometido a un juicio en el cual pudiera defenderse de las acusaciones que se le hacían.

Detrás del golpe se encuentran la cúpula empresarial, los cuatro partidos políticos de la burguesía (Partido Liberal, Partido Nacional, Partido Demócrata Cristiano y Partido Innovacion y Unidad socialdemócrata), las cúpulas de las iglesias católica y evangélica, asi como los dueños de los principales medios de comunicación. Todos ellos hicieron una alianza contrarrevolucionaria temiendo que la consulta popular del 28 de junio diera poder al pueblo y, en especial, a la clase obrera y al campesinado pobre, para iniciar la construcción de una nueva sociedad, donde los privilegios de clase de la burguesía y de los terratenientes fueran eliminados.

También es necesario decir que detrás de ese golpe de estado, esta la mano del Imperialismo norteamericano y de la ultraderecha latinoamericana, quienes lo ven como una oportunidad de frenar los avances de la izquierda en la región centroamericana y la influencia de la revolución venezolana, tras los recientes triunfos electorales del Frente Farabundo Marti para la Liberacion Nacional (FMLN) en El Salvador y del Frente Sandinista en Nicaragua.

Sin embargo, la respuesta del Pueblo hondureño no se hizo esperar desde la primera hora del golpe. Las masas populares se lanzaron a las calles, a conquistar las plazas públicas y a protestar en la Casa Presidencial (edificio sede del gobierno) en contra de miles de efectivos militares, armados con tanquetas, helicópteros, aviones y artillería pesada. Desde entonces, las masas populares salen TODOS LOS DIAS a la calle desde hace un mes, a protestar, a ejecutar medidas de presión para derrocar al gobierno usurpador, realizando masivas movilizaciones, cortes de carreteras, toma de edificios públicos, etc. haciendo uso del Articulo 3 de nuestra Constitución Política que da derecho a la Insurrección Popular en caso de la imposición de un gobierno por la fuerza de las armas. Aunque esta lucha ha costado la vida de varios hondureños, asesinados por los militares, gracias a la misma el gobierno usurpador no ha logrado controlar la situación, ni derrotar a las masas y por tanto no ha logrado consolidarse como gobierno.

La máxima expresión organizativa de la resistencia popular es el “Frente Nacional contra el Golpe de Estado” que unifica a todas las expresiones sociales y políticas del movimiento popular y conduce el movimiento nacional hacia el derrocamiento de la dictadura. Este frente está constituido por organizaciones obreras, campesinas y populares en general, así como por los partidos y movimientos políticos de izquierda y centro que se han declarado en contra del golpe de estado.

La reacción internacional fue contundente desde el punto de vista diplomático: Salvo el régimen sionista de Israel, ningún otro país del mundo se atrevió a reconocer a la dictadura militar-empresarial impuesta en Honduras. Tanto la Organización de Estados Americanos (OEA), la Asamblea General de las Naciones Unidas (ONU), el Grupo de Río, los países asociados al ALBA, entre otros, condenaron el golpe de estado, porque correctamente interpretan que se trata de un primer golpe a las de por sí limitadas democracias burguesas existentes en Latinoamerica, y que, de consolidarse, sentaría un precedente funesto para hacer retroceder las conquistas sociales y las libertades democráticas de los pueblos y trabajadores, proclive a ser imitado por las fuerzas más reaccionarias en otros países de la región y del mundo.

Sin embargo, esta reacción no ha pasado aún de declaraciones diplomáticas que, si bien son útiles, no son suficientes para golpear a la dictadura ni en lo económico, ni en lo militar.

El único gobierno que tuvo siempre una política ambigua respecto al gobierno usurpador, fue el gobierno norteamericano liderado por Barack Obama. Mientras declaraba reconocer al Gobierno del Presidente Manuel Zelaya como único presidente, dio visa a los emisarios de los golpistas para que estos ingresen a territorio norteamericano a hacer lobby a favor del golpe; no ha suspendido los principales programas de apoyo económico y militar en Honduras; no aplica el boicot comercial como en cambio si ha hecho contra Cuba , y se niega a declarar que se trata de un “Golpe de Estado”. Más bien ha promovido una negociación entre el legítimo Presidente de los hondureños, Manuel Zelaya, con el dictador Micheletti, a través de un mediador: el Presidente de Costa Rica, Oscar Arias.

Para el Frente Nacional contra el Golpe de Estado, la mediación del Presidente Arias es una estrategia del Departamento de Estado de los Estados Unidos para lograr cierto reconocimiento internacional al dictador Micheletti, dilatar en el tiempo la salida al conflicto para que el movimiento de resistencia se desgaste y someter al Presidente Zelaya a condicionamientos inaceptables ante su eventual reinstalación en el poder, a fin de que abandone las reivindicaciones políticas que han motivado la movilización popular, como son la lucha por una Asamblea Constituyente y por el castigo a los culpables del golpe. Por consiguiente, el Frente Nacional contra el Golpe de Estado, solo acepta una reinstalación inmediata, segura e incondicional del Presidente Zelaya a su cargo.

La clase obrera hondureña, que desde el principio respondió activamente a la resistencia popular, organizó para la tercera semana una movilización unificada con sus propios métodos de lucha: la Huelga general y la toma de los centros de trabajo, comenzando con un paro general de 48 horas de las tres centrales sindicales del país (CUTH, CGT y CTH) los pasados días 23 y 24 de julio, que se ha repetido el 30 y 31 del mismo mes. En solidaridad los compañeros de organizaciones populares de El Salvador y Nicaragua hicieron cortes en las aduanas para impedir el ingreso y salida de mercadería a Honduras. Inmediatamente las asociaciones empresariales de Honduras y Centroamérica, que son solidarias con los usurpadores, pusieron el grito en el cielo porque dicho boicot implica pérdidas millonarias para sus empresas. Eso significa que la huelga y el boicot comercial son armas efectivas para desgastar las bases económicas de los golpistas, más que las declaraciones formales.

Por todo lo anterior, el Frente Nacional contra el Golpe de Estado hace un llamamiento a las organizaciones representativas de la clase obrera mundial para que organicen y ejecuten una solidaridad militante con la clase obrera y con el pueblo de Honduras, realizando acciones de boicot a todos los productos que entran y salen a puertos hondureños, a fin de asfixiar económicamente a la dictadura; a hacer manifestaciones de repudio a la dictadura enfrente de las embajadas de Honduras y de los Estados Unidos; a hacer actos político culturales en solidaridad con la lucha del pueblo hondureño; y en general a ejecutar cuanta acción fortalezca la lucha del pueblo hondureño y su clase obrera para sacudirnos este régimen opresor y alcanzar una nueva sociedad.

SOLO LA UNIDAD MUNDIAL DE LA CLASE OBRERA DERROTARA EL EXPERIMENTO FASCISTA EN HONDURAS


Tegucigalpa M.D.C. 31 de julio de 2009

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lunes 27 de julio de 2009

ACUERDO DE DUELO

El FRENTE NACIONAL CONTRA EL GOLPE DE ESTADO por este medio expresa sus más profundas muestras de pesar y solidaridad con la familia de PEDRO MAGDIEL MUÑOZ SALVADOR, por el brutal asesinato de que fue objeto por los aparatos represores del régimen golpista el día 25 de julio de 2009.

Asimismo, manifestamos nuestra indignación por este y los otros crímenes perpetrados por los golpistas y reafirmamos que estos crímenes no quedarán impunes.

Declaramos a PEDRO MAGDIEL MUÑOZ SALVADOR “HÉROE DE LA RESISTENCIA POPULAR”.

Acordamos entregar este pronunciamiento a la familia de Pedro Magdiel Muñoz y reafirmamos que su sangre no fue derramada en vano y que su ejemplo alimentará el espíritu combativo, de dignidad y victoria del pueblo hondureño.

Tegucigalpa M.D.C 26 de Julio de 2009

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jueves 23 de julio de 2009

COMUNICADO No. 13

El Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras, al pueblo hondureño y a la comunidad internacional comunica lo siguiente:


1. Que las multitudinarias marchas, mítines, eventos culturales, plantones, tomas de carreteras y otras acciones efectuadas simultáneamente a nivel nacional en estos 26 días de resistencia popular, han fortalecido el espíritu de lucha del pueblo hondureño y golpeado la estructura económica y política de la oligarquía.

2. Que a partir de esta fecha dio inicio el paro cívico nacional de 48 horas decretado por las centrales de trabajadores y trabajadoras aglutinados en el Frente Nacional contra el Golpe de Estado como parte de las medidas progresivas que se tienen programadas hasta lograr el retorno del orden institucional y se restituya al legítimo presidente de la República Manuel Zelaya Rosales.

3. Ratificamos nuestra posición de lucha frente propuestas presentadas en la declaración de San José Costa Rica por el presidente Oscar Arias y declaramos enfáticamente que no renunciamos a los procesos democráticos participativos e incluyentes que tienen como propósito la conformación de una asamblea Nacional constituyente.

4. Como parte de las acciones de resistencia contra el golpe de Estado llamamos al pueblo hondureño a incorporarse a la caravana que recibirá a nuestro legítimo presidente de la República Manuel Zelaya Rosales.

5. Denunciamos que los cuerpos represivos del Estado continuaron con la intimidación y militarización de las carreteras en otra violación de los derechos humanos.


Instamos a la población a mantenerse alerta e incorporarse a toda acción que deslegitime a la oligarquía golpista.

Tegucigalpa M.D.C. 23 de Julio de 2003

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domingo 19 de julio de 2009

Carta abierta a Óscar Arias

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país y unidas por la situación provocada a partir del golpe de Estado, a la comunidad nacional e internacional informa lo siguiente:

1. Reiteramos que la posición intransigente de la comisión nombrada por los golpistas hace imposible una solución exitosa de la mediación realizada en San José.

2. Estamos de acuerdo con el primer punto de la propuesta presentada por el ciudadano presidente de Costa Rica, premio Nobel de la Paz, Oscar Arias, consistente en la restitución inmediata de Manuel Zelaya Rosales a la presidencia de la República de Honduras, misma que demandamos sea de carácter incondicional.

3. Rechazamos el resto de dicha propuesta, porque no coincide con nuestros planteamientos y exigencias, lo cual argumentamos: El numeral 2 posibilita la inclusión de personas relacionadas con el golpe de Estado y, por lo tanto, que han cometido delitos de lesa humanidad. El numeral 3 significa la negación del derecho ciudadano a una democracia participativa. El numeral 4 promueve la impunidad para quienes planearon, ejecutaron y avalan el Golpe de Estado. El numeral 5 entraña la posibilidad de perpetrar un fraude electoral del cual ya se tienen claros indicios. El numeral 6 desconoce nuestro planteamiento de revisar el papel constitucional de las fuerzas armadas y su involucramiento en el golpe de Estado. El numeral 7 no tiene razón de ser, en tanto no se despejen los puntos anteriores.

4. Denunciamos la actitud de desconocimiento tácito de violación de derechos humanos de que viene siendo objeto la población por parte del gobierno de facto y sus aparatos represores, de lo cual es muestra: asesinatos, detenciones ilegales, acoso y persecución a representantes del movimiento social; medios de comunicación, periodistas y organizaciones sociales han sufrido atentados a la libertad de expresión; se han violentado los derechos individuales y fundamentales en la vida del ciudadano y ciudadana contemplados en la Constitución de la República. Denunciamos así mismo la involución que ha sufrido el país en materia de derechos humanos, militarización y acoso de comunidades como la Guadalupe Carney, en Silín, Colón; militarización de instituciones públicas y la puesta en acción de miembros de escuadrones de la muerte en todo el país; a lo cual se suma el accionar coludido del Ministerio Público, juzgados y Tribunales de la República con el gobierno de facto, lo que ha provocado un estado de indefensión de la ciudadanía.

5. Mantenemos nuestra posición de alcanzar procesos políticos incluyentes que permiten la participación democrática de hombres y mujeres, por medio de la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.
6. Continuamos firmes en nuestra lucha, hasta lograr la recuperación del orden institucional.

Tegucigalpa, M.D.C. 19 de julio de 2009

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miércoles 15 de julio de 2009

Comunicado No.12

El Frente Nacional contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país comunica al resto de la población:

1. Agradecemos el apoyo y solidaridad de los pueblos del mundo, particularmente la presencia de la Alianza Social Continental (ASC), espacio de encuentro de los movimientos sociales americanos, que está en Honduras para conocer y divulgar internacionalmente la situación provocada por el golpe de Estado.

2. Denunciamos el uso de los medios de comunicación masiva en manos de la oligarquía, que intentan mostrar un país en normalidad y paz, mientras se asesina y persigue a líderes populares.

3. Comunicamos la participación de una delegación del Frente Nacional contra el Golpe de Estado, en los Estados Unidos que informará a Senadores y otras autoridades del Gobierno estadounidense sobre la violación de derechos humanos y la negación de la democracia y el estado de derecho.

4. Denunciamos el camino dictatorial fascista que perfila el actual régimen de facto, que se vale de las fuerza de las armas y desconoce espacios de participación y comunicación elementales.

5. Expresamos nuestro reconocimiento a la población hondureña, que se ha mantenido en resistencia para que se restablezca el orden institucional, exigiendo la restitución del Presidente electo José Manuel Zelaya Rosales, y la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente que promueva una sociedad con democracia participativa.

6. Continuamos haciendo un llamado al resto de la población a que se incorpore a las acciones para lograr el derrocamiento de los usurpadores del Estado.

Tegucigalpa, M.D.C. 15 de julio de 2009

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martes 14 de julio de 2009

Comunicado No. 11

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por diferentes expresiones organizadas en el país unidas ante la situación provocada por el golpe de Estado, comunica:

1. Condenamos enérgicamente el asesinado del compañero Roger Bados, militante del partido Unificación Democrática y miembro del Bloque Popular. Hecho acaecido en su casa de habitación y en el que resultaron heridas su compañera de hogar y su hermana. Roger era un miembro activo del movimiento popular hondureño y participaba activamente en las acciones contra del golpe de Estado. Exigimos el castigo a los responsables intelectuales y materiales de este crimen.

2. Reiteramos nuestra exigencia de restituir incondicionalmente el orden institucional en el país, a la vez que reafirmamos nuestra voluntad de continuar con el proceso que nos lleve a la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente que permita refundar Honduras.

3. Con respecto a las reuniones de mediación realizadas en San José Costa Rica, denunciamos que ha quedado demostrado que todo esto ha sido una táctica dilatoria para mantener al Presidente Zelaya fuera del país. No es cierto que las pláticas hayan quedado abiertas, pues cuando la Comisión del Gobierno del Presidente Zelaya, le solicitaron realizar la mediación en Honduras no respondió y la Comisión de los golpistas dijo claramente que no aceptaban desarrollar este proceso en nuestro territorio.

4. Repudiamos la persecución y captura de los periodistas de la Cadena Telesur. La mañana del domingo fueron detenidos por la policía nacional, sacados del Hotel donde se hospedaban, fueron llevados a la Embajada de ese país, esto bajo el argumento de que ya no tienen nada que hacer en Honduras. Condenamos la represión contra los medios que dicen lo que realmente esta sucediendo en el país.

5. Hacemos del conocimiento del resto de la población hondureña, que a los Programas radiales del Centro de Derechos de Mujeres y Centro de Estudios de la Mujer que se transmiten en Radio Cadena Voces, el día sábado 11 de julio se les ha cortado la señal a la hora en que se transmiten. En estos programas se informa sobre las acciones que se realizan en contra del golpe de estado.

6. Comunicamos el fin de semana pasado se realizaron diferentes manifestaciones y tomas en contra del golpe de estado en todo el país. En San Pedro Sula, Santa Barbará, Sava, Sonaguera, Trujillo, Tocoa, Copan y Tegucigalpa, donde el sábado se realizo un acto político cultural en el lugar donde las Fuerzas Armadas le dieran muerte del Joven Isis Obed Murillo. El homenaje incluyo música protesta de artistas destacadas y destacados, mensajes de diferentes personas, entre ellos algunos familiares de dicho joven, también se hizo una ceremonia Garífuna.

7. Hacemos un llamado a toda la población para que continuemos la lucha y exijamos la restitución de las garantías individuales, pues por ahora se ha suspendido el toque de queda pero se sigue violentando los derechos de la población al mantenerle suspendidas las garantías. La intimidación de las personas con la militarización de oficinas, organizaciones, carreteras y otros lugares, también afecta a todas las personas.

Tegucigalpa, M.D.C. 12 de julio de 2009.

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sábado 11 de julio de 2009

Comunicado No. 10

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por diferentes expresiones organizadas en el país unidas ante la situación provocada por el golpe de estado, informa al resto de la población.

1. Que no renunciamos a los procesos políticos incluyentes que permiten la participación democrática de hombres y mujeres, por medio de la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.

2. Mantenemos que la solución a la crisis actual parte de la restitución incondicional del Señor Presidente Constitucional de la República José Manuel Zelaya Rosales y su gobierno, a efecto de concluir el período presidencial para el cual fue electo.

3. Dejar claro que este golpe de estado obedece a una estrategia de los que ostentan el poder económico y político, las ultraderechas en América Latina, la Agencia Central de Inteligencia y la industria militar de los Estados Unidos.

4. Que la Comisión que el Frente envió a Costa Rica, participa junto con los representantes del
gobierno del Presidente José Manuel Zelaya Rosales en el proceso por sacar el gobierno golpistas. Además informamos que la propuesta y posición del Frente ha sido asumida por el Presidente Zelaya en su totalidad y que así ha sido planteada al mediador.

5. Condenamos la detención del señor José David Murillo, quien es el padre del joven Isis Obed Murillo, asesinado por las Fuerzas Armadas la tarde del domingo en las acciones para retornar al orden institucional en Honduras. Don David y su familia son miembros del Movimiento Ambientalista de Olancho, MAO.

6. Denunciamos que la represión y persecución aumenta cada día, y se ha ampliado hacia el congelamiento de las cuentas bancarias de algunas organizaciones y personas, líderes y lideresas que están incorporadas en la lucha contra el golpe de estado y la institucionalidad en el país.

7. Repudiamos la persecución que el gobierno golpista está haciendo contra la delegación de la Embajada Cubana, el equipo de apoyo al proyecto de alfabetización y las brigadas médicas. En estos momentos ya se ha retirado el personal de la embajada y el equipo de educación. Con esta acción se agrede a quién nos ha brindado ayuda humanitaria incondicionalmente y se afecta a la población más pobre.

8. Reiteramos nuestro compromiso de luchar por una sociedad donde impere la democracia y el bienestar de las mayorías. En tal sentido llamamos a mantenernos realizando las diferentes acciones en coordinación con las regiones y organizaciones.

Tegucigalpa, M.D.C. 10 de julio de 2009

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viernes 10 de julio de 2009

Posicionamiento frente al encuentro de San José, Costa Rica.

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país a raíz del golpe de estado, al pueblo hondureño manifiesta lo siguiente:

· Reintegro a la institucionalidad y la restitución incondicional del Señor Presidente Constitucional de la República José Manuel Zelaya Rosales, a efecto de concluir el período presidencial para el cual fue electo.

· Reconocemos que ante la situación actual provocada por el golpe de estado, planificado y ejecutado por la oligarquía política, económico, religiosa y militar en Honduras, el pueblo ha actuado en legítima defensa del derecho de participación, manteniéndose en una insurrección pacifica y popular frente al gobierno de facto y tirano resultado de dicho golpe.

· El pueblo no renuncia a procesos de participación y consulta incluyentes, por ello proponemos y mantenemos, que se continué con el proceso de lograr una democracia participativa, alcanzando la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente, definiendo con anterioridad los criterios y el perfil de las mujeres y los hombres que la deben integrar.

· Descalificamos la propuesta de los actores del golpe de estado respecto a dejar en impunidad a los golpistas, restringiendo la correspondiente deducción de responsabilidades y la justicia vital para la conservación de la institucionalidad democrática.

· Denunciamos el retroceso de las Fuerzas Armadas de Honduras, dado su participación en el golpe de estado es necesario revisar su papel constitucional.

Cualquier proceso de mediación tendrá que darse en el marco del posesiona miento del Frente Nacional contra el golpe de Estado.

Tenemos trece días de lucha y continuaremos en resistencia, animamos al pueblo hondureño a continuar en esta lucha tal como nos demanda la coyuntura histórica actual por la defensa y el fortalecimiento de nuestros derechos ciudadanos.

Tegucigalpa, M.D.C. 8 de Julio de 2009

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miércoles 8 de julio de 2009

COMUNICADO No. 9

El Frente Nacional Contra el Golpe de Estado en Honduras, integrado por las diferentes expresiones organizadas en el país, en pié de lucha hasta la restitución del orden constitucional, comunica:

1. Reiteramos que el Golpe de Estado fue concebido por la oligarquía y ejecutado por las Fuerzas Armadas en contubernio con la Corte Suprema de Justicia, el Congreso Nacional, el Ministerio Público, Comisionado de Derechos Humanos, Tribunal Superior Electoral, los Partidos Liberal, Nacional, Innovación y Unidad Social Demócrata, Democracia Cristiana, la Iglesia Católica, evangélica.

2. Exigimos que en las reuniones planificadas entre el Presidente Zelaya y Roberto Micheletti Bain se tome en cuenta la posición del Frente Nacional contra el Golpe de estado que incluye como punto principal la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente.

3. Exigimos el castigo para los responsables de la muerte de los compañeros caídos y la represión a las movilizaciones y locales del movimiento popular.

4. Rechazamos la posibilidad de la legitimación de las autoridades de facto y reafirmamos que la única salida aceptable es el regreso al orden institucional.

5. Comunicamos el nombramiento de una comisión que representa al Frente Nacional contra el Golpe de Estado para que participe en las reuniones de San José, Costa Rica.

6. Continuamos exigiendo la restitución de las garantías individuales de inmediato, pues la suspensión es una clara violación de los derechos humanos de las personas.

FRENTE NACIONAL CONTRA EL GOLPE DE ESTADO EN HONDURAS

Tegucigalpa, M.D.C. 8 de julio de 2009

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