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16 de abril de 2012

Tire daí que está na minha frente!

Aqui em Juiz de Fora, como na maioria das cidades, acontecem coisas sem que a grande maioria da população saiba. Ainda mais se envolve a contradição público X privado.





Um hotel de luxo recém inaugurado, que teve suas obras iniciadas na primeira gestão do atual prefeito, com diárias em torno de R$ 160,00,  achou que aquelas cinco árvores que enchiam de vida e sobra a frente do Parque da Lajinha, não deveriam mais estar lá.

Não sabemos se por atrapalhar a vista do hotel para o novo Parque da Lajinha ou o contrário.

Cortaram cinco árvores que efeitavam a entrada de Juiz de Fora! Quantos anos tinham aquelas árvores?



Contam os moradores que parou o transito durante muito tempo e que o Hotel pagou cerca de R$ 21.000,00 pelo serviço.

Não sabemos o grau de envolvimento ou responsabilidade dos órgão públicos e da prefeitura, mas nos devem uma explicação.


Meio ambiente é coisa pública e não podem cortar  árvores em espaço público por um motivo tão privado. Aliás questões públicas requerem decisões públicas. Participação Polpular!




Logo após a inauguração do hotel a administração do PSDB anuncia a reforma do Parque da Lajinha, vai ficar lindo! Vai custar R$1.188.403,13. Com várias atrações: internet grátis, edoteca, bornoletário, arvorismo, etc. Juiz de Fora merece!

Mas fica a pergunta: essa é realmente uma obra prioritária para Juiz de Fora? Ou será como a Rio Branco, ou as novas calçadas da Rua Santo Antônio, uma maquiagem que em nada ameniza os reais problemas de nossa cidade.

Como ficam as várias solicitações das comunidades que tramitam há muito tempo dentro dessa administração engessada?

Queremos mais participação popular! Queremos controle sobre a coisa pública.


"O poder real é econômico, então não tem sentido falar de democracia." José Saramago


10 de abril de 2012

A PRIMEIRA REALIDADE DE CADA UM

Foto : Juiz de Fora, vista aérea. (Fotografo: Marcos Augusto Moreira - licença de documentação livre GNU)
Todos acordamos em nossas cidades. São elas a primeira realidade de cada um de nós desde o nascimento. Nascemos, crescemos, nos formamos, vendemos nossa força de trabalho, constituímos nossas familias e ali, numa cidade, qualquer que seja, viveremos até o o último de nossos dias.

Isso significa que uma cidade, a nossa cidade, não será construída segundo as nossas aspirações sem participação popular.

O que é participação popular? Em tese, câmaras municipais são o poder popular. Mas você acredita nisso?

Se fizermos uma análise dos fatos políticos - e todos os fatos que dizem respeito à cidade são políticos - nos últimos dois governos de Juiz de Fora vamos chegar a uma conclusão que é única - a cidade regride, não opinamos sobre a cidade, somos vítimas de governantes corruptos e demagogos.

Vejamos o caso do atual prefeito Custódio Matos. Passou os três primeiros anos de seu governo ausente. A cidade ficou abandonada e essa realidade pode ser vsita por cada cidadão nas praças. Sujas, inacessíveis às famílias.

É o reflexo do descaso, do jogo político tucano que é cínico.

Saúde privatizada, lixo privatizado, setores essenciais do poder público - que se constitui para construir o que determina a vontade popular - largados à própria sorte, educação sucateada, enfim, uma cidade deixada à própria sorte por um governo que só fez aumentar de forma exagerada o IPTU e assim acumular recursos para neste último ano - o das eleições - despejar recursos em obras que não mudam coisa alguma, apenas criam uma realidade fantasiosa de melhoria, mas de que?

Um segundo mandato para Custódio é impensável. E é simples entender isso. Por não existir o terceiro, a lei não permite reeleições sucessivas, temas de importância como a privatização da CESAMA, serão objeto de ações do governo tucano.

Ele, o prefeito e aqueles que o rodeiam, não têm o que perder. Não estão preocupados com a cidade, mas com os interessese que representam.

O caso do lixo é claro exemplo disso. Uma empresa já desde o governo Bejani pronta para o "negócio", grossa corrupção (basta querer apurar que os fatos irão aparecer), crime ambiental, toda a sorte de trapaças contra a cidade.

O atual governo, além disso, ludibria e engana o cidadão com cartinhas sobre benefícios como casa própria. São programas desenvolvidos pelo governo federal e verbas do governo federal. As promessas de Aécio não se materializaram, pois agora se começa a tomar conhecimento da dívida de Minas. Impagável, o estado falido, tudo para sustentar ambições presidenciais.

Custódio é a negação da realidade imediata de cada um de nós a nossa casa, a nossa cidade.

Eleições se prestam a um debate popular, a plena participação popular e governo tem que ser o reflexo da vontade popular.

Só será possível se também existir no curso do governo plena participação popular.

Do contrário será o que estamos vendo, faz de conta que o governo se preocupa com a cidade e o cidadão. É o que Custódio quer fazer crer.

Não existe cidade sem participação popular.