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4 de setembro de 2009

Vinte Bases Militares Norteamericanas terão como objetivo isolar a Venezuela do mundo.

Caracas. ABN (Agência Bolivariana de Notícias) – Manuel Alexis Rodriguez.

Um total de treze bases militares dos Estados Unidos, localizadas estrategicamente em países aliados de Washington, cercam atualmente a Venezuela. Com o acordo do tipo “cooperação e assistência técnica em defesa e segurança”, que a Colômbia vai assinar com os Estados Unidos, e que permitirá que soldados norteamericanos utilizem sete novas bases militares na Colômbia, o número chegará a vinte.
Os Estados Unidos cercaram militarmente a Venezuela, pelo norte – no Mar do Caribe – tem bases em Cuba, Porto Rico, Aruba e Curaçao. Pelo noroeste – América Central – tem bases em El Salvador, Honduras e Costa Rica, além da Escola das Américas, no Panamá. Pelo oeste tem três bases aliadas na Colômbia – Arauca, Larandia e Três Esquinas – sendo que logo serão dez instalações militares. Pelo sul, os Estados Unidos utilizam duas instalações no Peru e uma no Paraguai.
O único motivo pelo qual os Estados Unidos não construíram bases militares ao leste da Venezuela, é porque por este lado a Venezuela limita praticamente com o Oceano Atlântico.

América Central
Na República de El Salvador se encontra a Base Militar Comalapa, um posto de Operações Avançadas ( FOL, na sigla em inglês) utilizado para o monitoramento via satélite da região assim como para apoio a outras bases. Seu pessoal tem acesso a portos, espaço aéreo e instalações governamentais.
Na República de Honduras está a Base Solo Cano, em Palmerola. É utilizada para a prática de radar como estação, para proporcionar apoio para treinamento e missões em helicópteros que monitoram os céus e as águas da região; tem um papel chave nas operações militares. Foi dali que partiu o golpe de estado contra o presidente constitucional Manuel Zelaya.
Na Costa Rica possuem a Base Militar Libéria, que, como está localizada na parte continental da América Central, funciona como centro de operações durante as negociações preliminares e confidenciais.
Enquanto isso no Panamá, ainda que não possuam nenhuma base militar é lá que funciona a Escola das Américas, atualmente chamada de Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica, onde são treinados os mercenários norteamericanos.

América do Sul
Na Colômbia, os norteamericanos contam com três bases militares. A primeira é a Base Militar de Arauca, projetada para “combater” o narcotráfico na Colômbia, mas que de fato é utilizada como ponto estratégico para o monitoramento da zona petroleira, especialmente a da Venezuela.
Outra instalação é a Base Militar de Larandia, que serve como base de helicópteros dos Estados Unidos. Possui uma pista de aterrissagem para bombardeiros B-52, uma capacidade operativa que ultrapassa o território colombiano e permite uma cobertura para ataques em quase todo o sul do continente.
A terceira base na Colômbia é a Base Militar de Três Esquinas que serve para operações terrestres, aéreas e fluviais, além de ter se transformado em ponto estratégico para ataques contra a guerrilha. Esta instalação ‘receptora permanente de armamento, de logística e serve para o treinamento de tropas de combate.
A República do Peru tem dentro de seu território duas bases militares norteamericanas: Iquitos e Nanay. O governo peruano diz que estas bases pertencem às forças armadas do Peru, mas foram construídas e são utilizadas por soldados norteamericanos que operam na zona fluvial Nanay, na Amazônia peruana.
Na República do Paraguai se encontra a Base Mariscal Estigarribia, desde maio de 2005, quando o governo dos Estados Unidos assinou um tratado com a administração paraguaia, para instalar a base militar na cidade de Mariscal Estigarribia, província de Boquerón, no chamado Chaco Paraguaio.

O Caribe
A principal, e também a mais antiga, é a Base Naval de Guantánamo, situada perto de Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante do país depois de Havana. Foi construída em 1903 e possui uma área de 117,6 quilômetros quadrados, entre terra firme, água, mar e pântanos; e possui uma área de costa de 17,5 quilômetros.
Em Porto Rico, estado associado aos Estados Unidos, se encontra a Base de Vieques, uma ilha adjacente de 35 quilômetros de comprimento. A base ocupa cerca de 70% do território da ilha.
Anteriormente, nesta instalação, operava o Comando Sul, agora localizado em Miami, mas é utilizada para operações especiais e como quartel regional do exército, da marinha e das forças especiais.
Há ainda outras duas instalações, a Base Militar Reina Beatriz, em Aruba, e a Base Militar Hatos, em Curaçao. São utilizadas para o monitoramento via satélite e como apoio para o controle de vigilância no Mar do Caribe.

Sete Bases
A decisão do Pentágono, o ministério da guerra dos Estados Unidos, de instalar novas bases em solo colombiano, surgiu desde o momento em que o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a expulsão e o despejo da Base Militar e Aeronaval de Manta.
Esta instalação era o principal centro de espionagem eletrônica, com tecnologia de satélites, do Pentágono na América do Sul e era utilizada como plataforma logística de inteligência militar, para alavancar as operações coordenadas pelo Comando Sul.
A nova administração Obama considerou que a prioridade era buscar uma nova localidade, que tivesse as mesmas características de Manta. Para, assim, poder manter a cobertura aérea da região.
O ministério da Defesa colombiano enumerou as bases: as aéreas serão Malambo, no departamento do Atlântico; Palanquero, em Cundinamarca; e Apiay, em Meta. As bases do exército serão Tolemaida, em Cundinamarca; e Larandia, em Caquetá. As navais serão as de Cartagena e Bahia Málaga, no departamento de Valle Del Cauca.
Com os mesmos objetivos, os Estados Unidos tem pretensões de instalar, no futuro, quatro bases adicionais: uma em Alcântara no Brasil; outra na zona de Chapare na Bolívia; outra mais em Tolhuin, na província de Terra do Fogo, na Argentina; e a última na zona conhecida como a tripla fronteira, localizada na fronteira entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai.
Os Estados Unidos alegam que todas estas bases militares são centros de operações táticas para apoiar o que eles denominam “segurança hemisférica”, termo relacionado com a velha Doutrina de Segurança Nacional – que propunha primeiro isolar e depois acabar com qualquer governo que contrariasse os interesses de Washington e do Pentágono como, por exemplo, o governo bolivariano da Venezuela.

13 de agosto de 2009

Falar suavemente acompanhado de um porrete De 'Teddy' Roosevelt a Obama -  Por: Jorge Altamira

Falar suavemente acompanhado de um porrete De 'Teddy' Roosevelt a Obama - Por: Jorge Altamira

A revelação de que a Colômbia havia posto à disposição do Pentágono sete bases militares em seu território deu como que uma guinada violenta na crise internacional desatada pelo golpe em Honduras. Agora, a negociação para repor Zelaya na presidência desse país abarca um temário mais amplo. Na primeira fase, quando se estabeleceu a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o retorno de Zelaya ficou condicionado à aceitação da retirada de sua proposta de convocação de uma Constituinte, da formação de um gabinete de coalizão com os golpistas e até do adiamento das eleições convocadas para novembro. Curiosamente, Zelaya aceitou esta extorsão, pela qual se deve supor que o fez com o apoio dos governos da Alba, que Honduras integra por decisão do mesmo Zelaya.

Também curiosamente os golpistas rechaçaram a proposta, o que, se supõe, fizeram porque contavam com respaldo norteamericano, apesar de Obama exigir publicamente que se restabeleça a presidência de Zelaya. Como se vê, a verdade não se encontra atrás das palavras. Na trajetória deste assunto, o Congresso e a Corte de Honduras ratificaram logo a destituição de Zelaya, ou seja, torpedearam pela segunda vez os 'bons trabalhos' costarriquenhos. Tudo transparente como a água: a mediação de Arias serviu para ganhar tempo e para algo mais: para que o arco internacional do golpismo obtivesse a possibilidade de tomar a iniciativa.

É o que acaba de ocorrer com uma série de medidas que a Colômbia adotou: a denúncia de que as FARC financiaram a campanha eleitoral de Correa, no Equador; a denúncia de que Chávez entregou às FARC foguetes terra-ar comprados da Suécia para as forças armadas da Venezuela; a autorização para que os militares estadunidenses utilizem bases na Colômbia; finalmente, um giro de Uribe - que aponta fundamentalmente para o Brasil -, para deixar claro que a estabilidade regional depende de uma neutralização política da Venezuela de Chávez, muito antes que de uma solução ao golpe em Honduras. O colombiano Uribe, vinculado com o paramilitarismo e o narcotráfico, acusou a Venezuela, com o seu hábito de não pestanejar, de ser o corredor da droga para o Caribe.

Com a responsabilidade que têm os Estados Unidos na transformação do México em um Estado narcotraficante, a invenção de Uribe transforma=se em uma provocação - em especial quando o governo de Obama se declara satisfeito pelos resultados da colaboração com Cuba para a luta contra o narcotráfico. Em definitivo, quando a poeira baixar, a questão da reposição de Zelaya já estará 'prescrita'.

Evo Morales acredita que a coisa ainda vai mais longe: segundo a sua apreciação, uma vitória provável da direita nas eleições do Chile e do Uruguai 'aproximaria' os países bolivarianos. Talvez isso nem faça falta, já que as 'esquerdas' que se apresentam nestes países são tão fiéis à independência nacional como os gatos. O presidente da Bolívia, entretanto, se esqueceu de mencionar a crise política na Argentina e a passividade diante do golpe em Honduras manifestada pelo novo governo da FMLN em El Salvador. Enquanto isso, em Honduras, reapareceram os 'grupos-tarefas' com o assassinato de vários ativistas docentes e um camponês.

Onde foi parar, então, o alegado 'triunfo' do anti-imperialismo, como progressistas e bolivarianos disseram da resolução que pôs fim à exclusão de Cuba da OEA? Se a OEA não funciona como Ministério das Colônias dos ianques, ela simplesmente se enfraquece. Foi o que ocorreu, precisamente, há quase cinquenta anos, quando todos os governos que votaram contra a exclusão de Cuba foram atingidos por golpes militares, com a exceção do México. Inclusive depois da festejada resolução de dois meses atrás, Cuba segue excluída, pois somente pode reingressar a seu pedido, se for autorizada a isso ao cabo de uma negociação.

O jogo político desatado pela crise hondurenha se volta agora para o papel do Brasil, cujo projeto de aliança político-militar na América do Sul, a Unasul, foi desafiado pelo acesso do Pentágono às bases militares colombianas e pelo reforço político de sua grande base militar em Honduras, como consequência da vitória dos golpistas. O embaixador brasileiro questionou a instalação norteamericana na Colômbia como se ignorasse que isso já vinha ocorrendo em função do Plano Colômbia, cujo pretexto é combater a "narcoguerrilha" e o narcotráfico.

Alguns analistas sustentam que a ampliação da presença militar ianque na Colômbia atentaria contra a segurança da Amazônia. Neste caso, seria um excelente pretexto para reforçar a militarização que já se encontra em curso no Brasil. Mais adiante, talvez com outro governo, tudo poderia terminar com uma aliança militar entre Estados Unidos e Brasil.

Mas chama a atenção que o embaixador brasileiro associasse o tema das novas bases militares com a negociação comercial de Doha (onde o Brasil briga por um forte rebaixamento das tarifas que prejudicam as suas exportações) e com os altos impostos que exigem os Estados Unidos para vender o etanol nesse país - o "biocombustível" que deriva da cana de açúcar. Com isso temos outra peça mais na jogada e na negociação desatada pelo golpe em Honduras. Os fatores de choque poderiam ser estendidos ainda mais; a oposição patronal que ganhou as eleições na Argentina, em fins de junho passado, não esconde que a sua principal reivindicação de política exterior é a ruptura política com o chavismo. Para agregar às curiosidades: a Bush lhe "molharam a orelha" em 2005, em Buenos Aires, mas a vingança quem executa é Obama.

O último personagem a ingressar na cena é o governo do rei da Espanha, que pressionou a União Europeia para que não reconhecesse aos golpistas hondurenhos. Logo da nacionalização, ainda que a preço de ouro, do Banco Santander por parte de Chávez, isto deveria surpreender, assim como que isto ocorra depois da expropriação de um par de propriedades rurais de espanhóis. Mas estes acontecimentos recentes são já história velha, porque Rodríguez Zapatero acaba de obter suculentos contratos de obras públicas da parte de Chávez (bilhões de dólares para ferrovias e hidroeletricidade) e um par de acordos petroleiros para a Repsol na zona do Orinoco e para refinar o petróleo cru venezuelano em uma filial que o "polvo" tem no Equador. São negócios que um governo esquálido [burguês], na Venezuela, seguramente já teria reservado para os polvos norteamericanos. Do mesmo modo, a Repsol disse que o seu principal campo de investimentos na América Latina estará no Brasil. Do que se conclui que assistimos, em toda esta crise, a toda uma boa jogada interimperialista - ou seja, que a fatura será paga pelas massas. A 'resistência nac & pop' das pseudo burguesias nacionais derrete-se como neve na primavera; suas principais preocupações políticas são sobreviver às crises políticas em suas próprias casas.

Esta dilatação continental e internacional da fagulha hondurenha é uma consequência da bancarrota capitalista mundial; assistimos a um estreitamento das margens de negociação e a uma acentuação das crise políticas. Por isso, a luta contra o golpe hondurenho e contra as provocações do imperialismo exige uma reivindicação de conjunto. É esta a oportunidade para uma conferência latinoamericana de organizações combativas, independentes das burguesias nacionais e de seus governos, para desenvolver um plano de ação em escala continental.

10 de agosto de 2009

FORA IANQUES DA AMÉRICA LATINA! NÃO À INSTALAÇÃO DAS BASES MILITARES DOS EUA NA COLÔMBIA!


(Nota Política do PCB)


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público repudiar a intenção do governo dos Estados Unidos, com o apoio e beneplácito do presidente fascista da Colômbia, Álvaro Uribe, de instalar bases militares em sete pontos do território colombiano. A estratégia, negociada secretamente entre os dois governos nos últimos meses e agora tornada pública, visa substituir a base de Manta, no Equador, até então o mais importante centro de operações dos EUA na região, depois da devolução do Canal do Panamá, em 1999.

O governo democrático e popular de Rafael Correa recusou-se a renovar a permanência dos militares estadunidenses em seu país, em respeito à decisão aprovada na reforma constitucional referendada pelo povo equatoriano em setembro de 2008. A atitude de Correa também foi uma resposta à ação terrorista contra as FARC, montada a partir da base de Manta, sob comando dos EUA e com apoio de Uribe, responsável pelo assassinato do dirigente revolucionário Raul Reyes.

A Colômbia passará a ser ocupada oficialmente pelos EUA através de sete bases militares, conforme anunciado pelo general James Jones, assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama. Se depender do desejo de seu ditador de plantão, os colombianos perdem em definitivo a soberania de parte de seu território, oficializando, assim, a condição do país de mera base de operações e cabeça de ponte do imperialismo no hemisfério sul.

As bases militares, que serão usadas pelo Exército, a Marinha e a Aeronáutica dos EUA, servirão para que as forças armadas ianques, a partir do território colombiano, vigilância e controle militar e aéreo sobre os próprios colombianos e os povos da América Latina e do Caribe e, possivelmente, até sobre nações da África banhadas pelo Oceano Atlântico, que ficarão sob o poder de fogo da aviação norte-americana.

Há algumas semanas, o embaixador estadunidense na Colômbia, William Bronfield (cérebro da operação militar de dezembro de 1989, realizada para resgatar o ditador Noriega, aliado dos EUA no Panamá, à custa de cerca de dois mil civis mortos), confirmou tratar-se da transferência da base de Manta para a Colômbia. A subserviência do governo colombiano é tanta que um dos pontos do acordo prevê a total impunidade dos militares e civis estadunidenses perante a justiça local. No Equador, 300 norte-americanos jamais puderam ser julgados, mesmo tendo cometido delitos como roubos e homicídios.

O objetivo do plano é que as bases militares possam servir como ameaça permanente aos "perigosos" países vizinhos, como o Equador e a Venezuela, onde processos eleitorais associados a movimentos sociais marcados por intensa participação popular conduzem a importantes transformações socioeconômicas, responsáveis pelo enfrentamento à burguesia e pelo progressivo controle sobre o antes intocado poder do capital nestes países. As ações militares, mais uma vez sob o falso argumento de ampliar a guerra contra o narcotráfico e de atacar o "terrorismo" - isto é, as guerrilhas e as lutas das massas contra o capitalismo, serão dirigidas, centralmente, contra populações em toda a América Latina, do Pacífico ao Caribe.

Desde a década de 1980, em nome da pretensa guerra contra as drogas, os governos dos EUA financiam, treinam e armam tropas colombianas para o combate às guerrilhas formadas a partir da grande revolta popular de 1948, El Bogotazo (que desencadeou inúmeros conflitos sociais entre 1948 e 1953, período conhecido como La Violencia, quando morreram 180 mil colombianos). A estratégia de ocupação foi ampliada com o Plano Colômbia, em 2000, visando o combate às FARC, que passaram a dominar grande parte do território colombiano. Mas, fundamentalmente, aumentava-se a presença norte-americana em uma região de grande interesse geopolítico, por sua posição estratégica e pela riqueza em recursos minerais e energéticos, como petróleo, gás e carvão.

Está claro que a iniciativa do governo de Obama faz parte da política imperialista, que, em favor dos interesses das corporações e da indústria bélica estadunidense, mantém seus tentáculos mundo afora. A face moderada de Obama busca ofuscar a política do big stick. Mas a máscara começa a cair, pois o silêncio sobre o massacre israelense na Faixa de Gaza, o recrudescimento da guerra no Afeganistão, a manutenção da ocupação do Iraque, as ameaças veladas ao Irã e ao Paquistão, assim como o apoio ao golpe civil-militar em Honduras, demonstram que as ações do imperialismo, unindo os interesses econômicos das transnacionais à ameaça constante da guerra, continuam mais vivas que nunca. Na América do Sul, à reativação da IV Frota na costa sul-atlântica vem somar-se agora o projeto de instalação de bases militares na Colômbia.

O PCB repudia o acordo criminoso entre Obama e Uribe, denunciando a iniciativa como uma ameaça concreta à paz e à convivência fraterna entre os povos do nosso continente. Conclamamos as forças de esquerda, democráticas e populares em nosso país a prestar solidariedade ativa aos trabalhadores e movimentos sociais em luta em toda a América Latina e ao protesto organizado contra mais esta ação agressiva do imperialismo estadunidense.

PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central
agosto de 2009

7 de agosto de 2009

EUA MOSTRA AS GARRAS PARA A AMAZONIA - O Partido Comunista Colombiano rechaça a presença militar estadunidense na Colômbia


A entrega de várias bases militares colombianas, por meio do tratado que o governo de Álvaro Uribe negocia com os Estados Unidos, implica o uso indiscriminado por parte de tropas, aviões e navios de guerra estadunidenses do território, do espaço aéreo e marítimo, em um ato de extrema gravidade que põe a Colômbia no lugar de peão principal do imperialismo no continente.

A entrega destas cinco bases militares é um ato deliberado e intencional que rompe a soberania nacional nos seus quatro pontos cardeais em benefício de propósitos e estratégias alheias aos direitos dos povos. É ademais um ato ilegal porque vai contra princípios constitucionais e não consulta o interesse nacional através dos órgãos do poder público e das instâncias sociais e políticas, que deviam discutir esta flagrante violação à dignidade do povo colombiano.

Por que o máximo segredo em torno desta tenebrosa negociação? Que mais escondem os militares estadunidenses e seus congêneres colombianos? É este o novo trato do governo estadunidense para o continente? O sigilo é mostra clara do nefasto conteúdo do acordo. Washington pretende converter a Colômbia em plataforma de ameaça e agressão contra os governos democráticos de esquerda, que têm obtido vitórias eleitorais e populares em todo o continente, com a vergonhosa cumplicidade de Uribe Vélez, empenhado em ganhar méritos diante de seus amos para legitimar sua segunda reeleição, à custa da prolongação indefinida do conflito contra insurgente.

O Partido Comunista Colombiano se pronuncia contra semelhante decisão, que comporta uma clara traição ao legado bolivariano, em plena comemoração dos duzentos anos do fim da submissão à Espanha. Ao mesmo tempo, chama ao conjunto do povo colombiano, sem distinções de nenhum tipo, a levantar-se com orgulho, dignidade patriótica e latinoamericanidade em rechaço ao golpe militar em Honduras, pela restituição do presidente Zelaya a seu cargo; em exigência de que o Estado colombiano renuncie a toda pretensão agressiva frente a outros Estados irmãos e à política de estender o conflito interno aos países vizinhos.

O Partido Comunista Colombiano apoia os protestos convocados para o dia 28 de julho em Bogotá. Exorta às forças sociais progressistas a levantarem a bandeira da unidade latinoamericana e a irmandade bolivariana como estandarte de uma nova política libertadora e democrática. Chama à maior convergência de forças em torno da busca da paz com justiça social, soberania, diálogo e acordos humanitários.

PARTIDO COMUNISTA COLOMBIANO

Integrante do Polo Democrático Alternativo

Bogotá, 27 de julho de 2009

2 de agosto de 2009

O Partido Comunista Colombiano rechaça a presença militar estadunidense na Colômbia


A entrega de várias bases militares colombianas, por meio do tratado que o governo de Álvaro Uribe negocia com os Estados Unidos, implica o uso indiscriminado por parte de tropas, aviões e navios de guerra estadunidenses do território, do espaço aéreo e marítimo, em um ato de extrema gravidade que põe a Colômbia no lugar de peão principal do imperialismo no continente.

A entrega destas cinco bases militares é um ato deliberado e intencional que rompe a soberania nacional nos seus quatro pontos cardeais em benefício de propósitos e estratégias alheias aos direitos dos povos. É ademais um ato ilegal porque vai contra princípios constitucionais e não consulta o interesse nacional através dos órgãos do poder público e das instâncias sociais e políticas, que deviam discutir esta flagrante violação à dignidade do povo colombiano.

Por que o máximo segredo em torno desta tenebrosa negociação? Que mais escondem os militares estadunidenses e seus congêneres colombianos? É este o novo trato do governo estadunidense para o continente? O sigilo é mostra clara do nefasto conteúdo do acordo. Washington pretende converter a Colômbia em plataforma de ameaça e agressão contra os governos democráticos de esquerda, que têm obtido vitórias eleitorais e populares em todo o continente, com a vergonhosa cumplicidade de Uribe Vélez, empenhado em ganhar méritos diante de seus amos para legitimar sua segunda reeleição, à custa da prolongação indefinida do conflito contra insurgente.

O Partido Comunista Colombiano se pronuncia contra semelhante decisão, que comporta uma clara traição ao legado bolivariano, em plena comemoração dos duzentos anos do fim da submissão à Espanha. Ao mesmo tempo, chama ao conjunto do povo colombiano, sem distinções de nenhum tipo, a levantar-se com orgulho, dignidade patriótica e latinoamericanidade em rechaço ao golpe militar em Honduras, pela restituição do presidente Zelaya a seu cargo; em exigência de que o Estado colombiano renuncie a toda pretensão agressiva frente a outros Estados irmãos e à política de estender o conflito interno aos países vizinhos.

O Partido Comunista Colombiano apoia os protestos convocados para o dia 28 de julho em Bogotá. Exorta às forças sociais progressistas a levantarem a bandeira da unidade latinoamericana e a irmandade bolivariana como estandarte de uma nova política libertadora e democrática. Chama à maior convergência de forças em torno da busca da paz com justiça social, soberania, diálogo e acordos humanitários.

PARTIDO COMUNISTA COLOMBIANO

Integrante do Polo Democrático Alternativo

Bogotá, 27 de julho de 2009

A INVASÃO À COLÔMBIA - Por: Ruben Zamora


28 de Julho de 2009

Outra infâmia desesperada do império.

O projeto da Grande Colômbia, o sonho do libertador Simón Bolívar, segue incomodando o novo império. O ideal da independência tem sido postergado por tempo demasiado, e em nome dela se festejou o sublime grito de 20 de julho pelo governo da Colômbia, enquanto o território nacional era ocupado por tropas estadunidenses em um ato flagrante de violação à Soberania Nacional, dos princípios republicanos e da Constituição Política.

O chamado super concerto nacional de 20 de julho, e a cavalgada militar pela rota do Libertador é uma jogada midiática de usurpação da memória histórica para jogar outro manto de falácia, de desorientação, diante do mais grave de tantos e vergonhosos atos da direção política do país no exercício do poder. O Conselho de Estado apenas sussurrou pela violação de seus privilégios e o Congresso é incapaz de pronunciar-se cheio como está de imoralidade, ilegitimidade e ilegalidade, desconhecendo o seu direito constitucional. Tempo suficiente tem passado para já ter declarado a ilegalidade deste feito punível que poderá postergar um nefasto destino à pátria.

Nada legítimo, legal, ético ou moral justifica na Colômbia ou em qualquer outro país do mundo, a intervenção de tropas estrangeiras. Este ato é uma bofetada ao desejo dos colombianos de superarem um conflito que ultrapassa os 60 anos e em que os sacrifícios do nosso povo têm sido demasiados. Somente a oligarquia tradicional, as multinacionais e as grandes corporações do complexo militar industrial dos Estados Unidos têm lucrado. Querem perpetuar a dor dos colombianos, e ainda afundar em sangue o projeto estratégico de nossos povos do Sul, da América Central e do Caribe.

O terrorismo na Colômbia é representado por este regime. Graças a ele, mais de quatro milhões e meio de colombianos tem sido deslocados, centenas de milhares assassinados, um projeto político - a União Patriótica - foi varrido a tiros e mais de cinco mil de seus dirigentes assassinados. Mais de seis milhões e meio de hectares têm sido tomados dos camponeses e muitos deles são enterrados em fossas comuns, seguem golpeando o sindicalismo mediante a arbitrária legislação trabalhista e a guerra suja. Os povos indígenas sofrem com roubos de seus territórios como na época da conquista e milhões de colombianos padecem de enfermidades curáveis, fome, desnutrição e miséria. O narcotráfico penetrou até os mais sensíveis elos do poder e tem servido de amparo para os atrozes atos do terrorismo de Estado. O paramilitarismo segue intacto ao serviço dos fatores do poder dominante.

A rebeldia dos colombianos e seu exército de guerrilhas das FARC-EP, um dos objetivos a serem liquidados, encarna o direito de um povo que resiste digna e heroicamente. Ainda quando o combate é difícil, seguimos ilesos e temos a certeza da revolução bolivariana porque nosso povo não será indiferente ao seu dever histórico e à confiança que nele depositou o pai de todos os libertadores, Simón Bolívar.

Como no Vietnã e no Iraque, estas instalações militares estadunidenses na Colômbia, fabricarão tenebrosas operações de extermínio da inconformidade popular, avançando sobre trilhas e povoados, instalações civis de homens, mulheres e crianças de nossa pátria. Nestas fábricas de terror se elaborarão planos contra os processos independentistas de nossos povos e de seus avançados governos que tanta luta, tanta dor e sofrimento têm custado alcançá-los.

Este ato desesperado do império diante da incapacidade de seus serviçais em deter nossos processos já havia sido advertido. É uma nova fase do Plano Colômbia que confirma seu fracasso. O levantamento de nossos heróicos povos lhes fará morder o pó de sua derrota nesta arena da América Indígena.

A entrega das bases militares colombianas às tropas gringas deixará a olho nu o rosto dos que traíram em nome da pátria e bendizem a ocupação. Não farão jamais nada distinto de guardar silêncio ou justificá-lo. Somente a quem nos inflama a dignidade, o sentido do dever, a herança heróica de nossos antepassados, o verdadeiro amor à fortuna de nossa terra, aos mais altos interesses de nossos povos indígena-americanos, a nossas identidades e aos estandartes que nos tem acompanhado nos gestos libertários, elevaremos nossas vozes de condenação e nossos alentos de combate diante da traição deste governo e à deplorável intenção do império estadunidense.

Porque a Colômbia resiste, até a vitória!

Originalmente publicado em http://www.farc-ejercitodelpueblo.org/