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26 de julho de 2012

ELEIÇÕES EM DOIS TURNOS


Adotada no Brasil desde a Constituição de 1988 e nas cidades com mais de cem mil eleitores, além dos governos estaduais e o federal, as eleições em dois turnos têm dois objetivos primordiais.
O primeiro desses objetivos é oferecer ao eleitor a oportunidade de definir seu voto no primeiro turno sem a preocupação, tão comum na política brasileira, de uma escolha do que considera o menos ruim, ou o que aparenta representar determinado campo ideológico, a despeito de divergências programáticas de propósitos fundamentais em sua essência e na prática.
Isso ocorre com freqüência no campo da esquerda. A direita é á direita em qualquer circunstância. Seja nas políticas neoliberais dos tucanos e seus adereços, ou no governo Dilma, por exemplo, em relação aos professores universitários em greve por melhores condições de trabalho.
É um como um sorvete que é sempre de creme, mas muda apenas a cobertura, a ilusão do marrom glacê.
A exigência legal de programas de governo e outro exemplo. O que é um programa de governo? Entupir uma cidade de automóveis mascarando o problema da educação, o da saúde, ou repensá-los e todo o conjunto de políticas públicas que em essência são direitos do cidadão, dever do Estado?
O segundo dos objetivos é permitir, aí sim, no segundo turno, que o eleitor defina aquele que acha o melhor para gerir os destinos, seja da cidade, do estado ou do País.
São duas eleições distintas. No caso das eleições municipais a oportunidade de manifestar apoio ao programa que melhor convier àquilo que pensa o eleitor e num segundo momento escolher o que possa ser considerada a melhor alternativa. Ou a menos ruim.
O sistema político brasileiro viciado e calcado em financiamento de empresas a candidatos e a eterna divisão das chamadas forças de esquerda é que leva o PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO -, com 90 anos de história -, a apresentar chapas em várias cidades de nosso País, proporcionando a perspectiva de um debate político que permita o contraponto entre uma esquerda revolucionária e uma esquerda dócil ao modelo. Uma esquerda revolucionária e uma direita, que é o próprio modelo.político e econômico sob o qual vivemos.
O PCB é um partido revolucionário, marxista-leninista. Tem um programa de transformações profundas na essência da cidade, de Minas e do Brasil.
Não traz consigo a herança das costumeiras mentiras da mídia sobre comer crianças, matar idosos (quem faz isso é o capitalismo nas filas do SUS, nos baixos salários a servidores públicos, na precarização desses serviços, nas cidades transformadas em currais de partidos e empresas), mas a busca do debate sério e responsável sobre todo o conjunto de problemas que nos afetam.
O voto de conveniência significa abrir mão do ideal, abrir mão da luta, abrir mão da vontade de mudança. A rendição ao capitalismo. Não existe meio capitalismo, um terço de capitalismo. Ou é capitalismo, ou não é.  
Não há mudanças sem que o modelo seja enfrentado.
E én a certeza que, sendo a primeira realidade de cada um de nós a cidade, que apresentamos nossa chapa, nossos candidatos, a face do PCB, sem medos, sem pretensões, sem alianças espúrias, sem modelos ditados por marqueteiros, mas como cantou Geraldo Vandré, com “a história nas mãos”.
Esse é o PCB. Não um partido de desculpas ou de achegos. Um partido revolucionário.

20 de julho de 2012

PROGRAMA DE GOVERNO – A VISÃO DO PCB


A idéia que um programa de governo seja um amontoado de propostas recheadas de palavras de “línguas” técnicas e obras com que se tenta embevecer o eleitor/cidadão na ilusão que todo esse amontoado ininteligível significa progresso é um dos equívocos deliberados do capitalismo.
Programa de governo é opção por princípios. Por um modelo político e econômico que tenha como objetivo o bem estar comum.
Se a cidade é a realidade imediata de cada um de nós, não se constrói a cidade sem a participação popular. De cada cidadão através de conselhos comunitários, das várias categorias de trabalhadores, no sistema capitalista que vige em nosso País, conselhos empresariais, conselhos que incluam o que conhecemos como sociedade civil organizada e até a desorganizada, um objetivo de integração.
A cidade como soma de todos.
Para o PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB – as opções de debates em torno de um programa são claras.
Saúde pública gratuita e de boa qualidade como direito de cada um, dever do Poder Público. Não pode ser privatizada ou terceirizada.
Educação pública e gratuita de boa qualidade como direito de cada cidadão, dever do Poder Público, com respeito aos professores e estudantes..
São direitos garantidos pela Constituição Federal.
Um amplo debate sobre a questão urbanística, a forma física/humana que a cidade deve tomar, como resultado da vontade popular e que impeça sua transformação numa grande selva/deserta cheia de seres humanos, mas tratados como objetos de um modelo perverso.
Essa discussão implica em debater a ocupação desordenada dos espaços na cidade, o sistema de transportes coletivos urbanos, o trânsito de veículos automotivos, o meio-ambiente, a cultura, a segurança, todo o conjunto de atribuições do Governo Municipal e aí sim, definir a CIDADE CAMARADA.
Em síntese, a construção coletiva da cidade solidária, fraterna e justa.
Quem define a cidade é o cidadão.
O exercício da cidadania. Palavra deriva do latim, civitas,  e que significa cidade.
É esse o compromisso do PCB. O programa de governo do PCB.
Uma cidade não é uma arquitetura de viadutos, pontes, avenidas, se não for capaz de prover, através do Poder Público e da ampla participação popular, suas necessidades fundamentais e essas passam pelo exercício de direitos e deveres na busca do bem comum.
Não há bem comum sem a construção do socialismo.
Calçadas decoradas? Avenida refeita e transformada em símbolo de uma nova era?
Educação, saúde, transportes coletivos urbanos, meio-ambiente, cultura, que inclui preservação dos valores históricos, saneamento básico, todos esses e outros pontos incluídos numa visão de CIDADE CAMARADA. Esse é o PCB. Esse é um programa de governo popular.
Não é imposto de cima para baixo e nem através de interesses de empresas, de grupos econômicos, através de partidos políticos com ideologias capitalistas.
É decidida pelo cidadão. Pela participação popular.
Veja o caso do Rio Paraibuna. As verbas disponíveis para a sua despoluição estão disponíveis há mais de oito anos e os dois últimos governos não deram um passo concreto para que isso acontecesse. Não se trata de um rio apenas. Mas de parte da vida de Juiz de Fora.
O restaurante popular está prometido desde o fim do governo anterior e se materializa agora, em período eleitoral, mas preservados os interesses de grupos que controlam o governo atual. Os serviços serão terceirizados.
Em qual dessas situações a participação popular aconteceu?
Que tipo de programa é esse que a avenida é refeita na aparência para servir a interesses de uma empresa de telefonia que presta serviços em vários setores afins e está pronta para se instalar em Juiz de Fora?
Produto da vontade popular? Ou produto dos interesses dos que manipulam o cidadão?
É fácil contratar técnicos e elaborar um programa de governo detalhado, minucioso, cheio de obras muitas vezes necessárias, importantes, mas servindo não a cidade ou ao cidadão, apenas a projetos políticos que nada dizem ao espírito de cidade fraterna, solidária, de CIDADE CAMARADA.
O que o PCB pretende nessa campanha eleitoral é debater com os cidadãos de Juiz de Fora um modelo de cidade em que os serviços públicos – e serviços públicos são saúde, educação, transportes coletivos urbanos, saneamento, meio-ambiente, cultura, todo o espectro de competência do Município através do Executivo e do Legislativo – assegurem direitos, respeitem o servidor público e garantam o bem estar de cada um e não de poucos.
Educação em tempo integral. Saúde sem limites das necessidades da população. Ações preventivas. Integração, participação, um programa em que o principal partícipe seja o cidadão.
E a transparência seja o resultado de tudo isso.
Despejar folhas e mais folhas de um programa técnico é como colocar uma azeitona numa empada estragada e colocá-la em forma de propaganda como se fosse uma iguaria única.
Poucos ganham, muitos perdem. A cidade, realidade imediata de cada um, se descaracteriza. A violência não se materializa apenas nos assaltos, no tráfico de drogas, mas na realidade que submete o cidadão a distorções como as que assistimos diariamente em setores essenciais da administração municipal.
Esse é o programa do PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO –
A CIDADE CAMARADA
É DESSA FORMA, COM TODOS, COM PARTICIPAÇÃO POPULAR QUE SE COSNTRÓI O SOCIALISMO.

11 de julho de 2012

PROPOSTAS DO PCB REGISTRADAS NA JUSTIÇA ELEITORAL PARA A CAMPANHA ELEITORAL – ELEIÇÕES MUNICIPAIS – 2012


O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO, PCB, com vistas às eleições municipais do corrente ano, 2012, apresenta as seguintes propostas para a campanha eleitoral de seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

O PCB tem como escopo a campanha de todos os seus candidatos em termos comuns ao ideário partidário. A construção do socialismo e, em termos de eleições municipais, tomando como princípio que a cidade é a primeira realidade de cada um de nós. Nessa determinação do Partido a participação popular é outro ponto principal da campanha a ser levada a termo.

Isso significa que são dois os eixos principais da campanha a se desdobrarem em todo o leque de temas pertinentes ao Município.

- A CIDADE CAMARADA – A CIDADE É A REALIDADE IMEDIATA DE CADA UM DE NÓS.

- PARTICIPAÇÃO POPULAR ATRAVÉS DE CONSELHOS E PERMANENTES NO PROCESSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL.

A partir desses pontos os candidatos do partido trabalharão os seguintes pontos:
  • Os comunistas lutarão pela reversão do quadro geral dos municípios, avançando na organização e no nível de politização dos trabalhadores, na luta contra a propriedade privada, na defesa das idéias socialistas e comunistas. E se empenharão na criação de uma base institucional mais forte para dar sustentação ao processo de transformação profunda da sociedade que desejamos, no rumo da construção do socialismo. Eixos definidos a partir da proposta síntese do PCB e seus candidatos, quais sejam, A CIDADE CAMARADA – A CIDADE É A REALIDADE IMEDIATA DE CADA UM DE NÓS e PARTICIPAÇÃO POPULAR ATRAVÉS DE CONSELHOS E PERMANENTES NO PROCESSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL.
  • A construção do Poder Popular, visando promover a conscientização política e a participação direta da população no processo de tomada de decisão e execução dos programas e ações do governo do município;
  • A promoção do desenvolvimento voltado para a inclusão e a igualdade social, com a garantia do emprego, da moradia, da geração de renda e a dignificação das condições de trabalho e remuneração do quadro de servidores públicos;
  • A reforma urbana e a expansão da presença do Estado para a universalização do acesso e retirada do caráter de mercado dos serviços urbanos (saneamento, água, luz, gás, etc) e dos serviços sociais básicos (saúde, educação, cultura, lazer, segurança, habitação);
  • O planejamento econômico e social participativo visando o crescimento ordenado das cidades e do campo, a promoção do uso social da propriedade e o desenvolvimento com qualidade de vida, priorizando ações voltadas às camadas populares.
  • Redefinição das funções da Administração Pública Municipal de forma a priorizar o interesse público, a partir de uma perspectiva popular-socialista, substituindo o clientelismo por estratégias de legitimação baseadas no Poder Popular.
  • Buscar uma nova concepção de democracia através da desconcentração administrativa, da descentralização do poder e da participação popular.
  • Promover ideais igualitários e comunitaristas através de modelos de gestão centrados na idéia da participação direta dos cidadãos no processo decisório.
  • Parceria entre os movimentos sociais e o poder público para a formulação e implementação de políticas públicas.
  • Promover a descentralização buscando a alteração dos núcleos de poder objetivando a uma maior distribuição do poder decisório, a real democratização do Estado e a busca de justiça social.
  • Possibilitar o controle social da população sobre as ações do poder público.
  • Transparência em todos os atos democratizando o acesso à informação pública.
  • Promover o Orçamento Participativo e a criação de canais institucionalizados de intermediação entre a população e o poder público no processo de alocação de recursos públicos alterando a forma de elaboração dos orçamentos públicos, reduzindo a participação do Legislativo, inibindo a utilização do orçamento como clientelismo e aumentando o controle social.
  • Criação de conselhos populares rompendo com o modelo de governo municipal de estrutura burocrática, centralmente organizada e politicamente autoritária.
  • Criar condições que possibilitam formas alternativas de organização da interação social, formulação e realização de políticas urbanas que podem transformar a participação da população e democratizar a gestão da cidade.
  • Participação de todos os setores da administração pública, de forma sistemicamente integrada, permitindo o trabalho cooperativo de modo a obter um melhor resultado global dos serviços públicos.
  • Pensar a participação num sentido mais profundo, de partilha de poder envolvendo a formulação e a implementação de políticas públicas, buscando mecanismos capazes de institucionalizar os processos participativos, de modo a assegurar-lhes continuidade e eficácia.
  • Redirecionar a atividade governamental, buscando conjugar no setor público qualidade com eficiência, flexibilidade organizacional com controle, criatividade com busca de eqüidade.
  • Questões relacionadas ao funcionalismo público (carreira, nomeações privilegiando os servidores, formação – Escola de Governo, etc). Essa proposta do PCB, através de seus candidatos, quer o resgate da ESCOLA DE GOVERNO, decisiva na formação de servidores públicos, fim dos contratos e realização de concursos, planos de cargos e salários discutidos com as diversas categorias que prestam serviços à Municipalidade, aproveitamento dos servidores públicos de carreira em funções de chefia, que, certamente, na visão do Partido, tornará a Administração Pública mais eficiente.
  • Revisão de todos os contratos de terceirização em vigor no Município, buscando resgatar para a Administração Pública Direta o controle da saúde pública – dever do Estado, direito do cidadão. Essa determinação partidária significa condições salariais justas para médicos, enfermeiros, todo o conjunto de profissionais da área, discussão sobre as reais necessidades da população a partir de fóruns regionais e municipais, com ênfase tanto na questão salarial dos médicos e profissionais da área, como na infra-estrutura do setor. Políticas de medicina preventiva, curativa, centros médicos regionais, hospitais públicos regionais e todo o conjunto de reivindicações populares para o setor.
  • Diálogo com professores, profissionais da área de educação, alunos, pais de alunos e comunidade sobre a escola que se deseja, o que implica em salários justos para os profissionais do setor, condições de trabalho e implantação do horário integral.
  • O encaminhamento de propostas à Câmara Municipal, após amplo debate popular envolvendo categorias de trabalhadores, comunidades, que visem reverter processos de privatizações em andamento, resguardar o caráter público da CESAMA – COMPANHIA DE SANEAMENTO E MEIO-AMBIENTE -, EMPAV – EMPRESA MUNICIPAL DE PAVIMENTAÇÃO – e DEMLURB, com ênfase na transformação da AMAC – ASSOCIAÇÃO MUNICIPAL DE APOIO COMUNITÁRIO – em corpo do setor público, preservando os atuais servidores, muitos dos quais com mais de 20 (vinte anos) de atividades em políticas e programas essenciais de assistência social, conscientização e integração.

1 de julho de 2012

OS CANDIDATOS DO PCB



É difícil, muitas vezes, o cidadão entender as razões que levam um partido como o PCB – Partido Comunista Brasileiro – a disputar uma eleição com apenas três candidatos, notadamente um único candidato a vereador, o que, de saída, reduz de forma quase absoluta suas chances.

São comuns as críticas que o PCB e seus candidatos não representam expressões políticas no contexto político/eleitoral que marcam eleições qualquer que seja o seu nível. Municipal, estadual ou federal.

De um modo geral os cidadãos são induzidos a acreditar que o processo democrático acontece de quatro em quatro anos, ou de dois em dois (já que eleições municipais e estaduais e federais não coincidem) e se reduz ao processo eleitoral.

A mídia, principalmente, faz com que eleições se transformem num show e com isso elimina o debate real seja no âmbito dos municípios, dos estados e do País.

O Partido Comunista Brasileiro não é um partido eleitoreiro, não busca crescer a partir de alianças ou acordos que signifiquem concessões em seu programa, em suas idéias e suas convicções marxistas/leninistas.

O poeta Ferreira Gullar, que já integrou o Partido, num dos seus trabalhos afirma que o PCB, fundado em 1922 por uns poucos trabalhadores não se transformou no maior partido do Ocidente, mas a história das lutas dos trabalhadores brasileiros não pode ser contada sem que esteja presente a luta do PCB.

São 90 anos de presença efetiva nas lutas da classe trabalhadora.

O PCB é, por essência, um partido revolucionário. Entende que eleições são um instrumento para que se possa promover um debate amplo, geral em torno da conjuntura de cada cidade, de cada estado, do País e do mundo. Seus candidatos não trazem consigo o objetivo de ganhar, tampouco o de perder, mas o de avançar na construção dos movimentos populares.

Essa é a sua expressão política e é histórica. Não há partido que possa sobreviver 90 anos sem que sua trajetória tenha a marca da coerência. E não foram poucas as tentativas de transformá-lo num partido eleitoreiro. Todas rejeitadas.

As críticas, muitas vezes depreciativas dos partidos voltados exclusivamente para o processo eleitoral e capazes de alianças as mais estranhas e complicadas são compreensíveis. O PCB se recusa a fazer esse jogo que considera sórdido e transforma os partidos políticos brasileiros em meros apêndices de grupos políticos, econômicos, cujos interesses não são os dos trabalhadores brasileiros.

É óbvio que o crescimento do PCB junto aos trabalhadores não interessa àqueles que fazem da política um instrumento de dominação e exploração, hoje vendidos em pílulas douradas pela mídia. A sociedade do espetáculo. A alienação, onde o trabalhador não percebe que vai sendo alijado dos fóruns de decisão e assim, cada vez mais, fica à margem dos seus reais interesses.

Temos consciência do nosso papel, como temos consciência das armas usadas por nossos adversários capitalistas. O rótulo é a mais comum delas, pois rotular significa fugir da discussão e do debate de temas, problemas que digam respeito aos rumos da cidade, do estado e do Brasil.

Nas eleições municipais deste ano, em Juiz de Fora e em todas as cidades brasileiras o PCB falará uma só linguagem, pois um só é o seu programa e o seu compromisso com os trabalhadores.

A cidade é a realidade imediata de cada um de nós. Nascemos na cidade, crescemos na cidade, nos formamos na cidade, vendemos nossa força de trabalho na cidade, constituímos família na cidade e cada manhã, ao acordarmos, acordamos na cidade.

A participação popular vista desse ângulo, dessa convicção, não se esgota no voto, mas na participação dos vários segmentos da cidade no processo político de decisão.

Esse é o PCB. Essa é a discussão que o PCB pretende levar aos cidadãos de Juiz de Fora e em todas as cidades brasileiras onde disputa as eleições municipais.

Essa é a expressão política do PCB, escorada em seus 90 anos de existência.

Esse é um debate de alto nível, programático, ideológico, real e consistente, que não se esconde atrás de rótulos e nem de críticas sem fundamento.

Questões como a saúde, a educação, o meio-ambiente, o processo urbanístico, o lazer, a cultura, todo o conjunto de situações vividas na cidade será o norte de nossa campanha e com propostas concretas dentro dos princípios marxistas/leninistas.

Não importa o que nossos adversários digam, ou pensem, importa sim que sejamos capazes de manter a fidelidade aos princípios do Partido Comunista Brasileiro.

Não seguimos aquela cartilha que “o feio é perder eleições”, pois entendemos exatamente o contrário. O feio é ganhar eleições através da compra de votos, das falsas promessas, das ações políticas inconsistentes que transformam o jogo eleitoral só num jogo e em que a participação popular some após o pleito e o eleitor é tratado como consumidor de um ou outro candidato transformado em mercadoria ao sabor das conveniências do momento.

É por isso que somos O PARTIDÃO. É irrelevante quanto somos, ou seremos, mas relevante o que somos e temos sido ao longo da História.

A política de rótulos, de críticas sem fundamento, faz parte do clube de amigos e inimigos cordiais do qual a maioria dos partidos é sócia e desse clube o PCB prefere ficar com a frase do notável humorista Grouxo Marx – NÃO ACEITO SER PARTE DE UM CLUBE QUE ME ACEITA COMO SÓCIO”.

Somos o PARTIDÃO. Nossa bandeira reflete 90 anos de luta popular ao lado da classe trabalhadora.

Temos idéias e princípios e são esses que levaremos ao eleitorado e aos cidadãos de Juiz de Fora, ou em qualquer cidade brasileira onde estejamos presentes no pleito municipal.

Essas características são a nossa expressão política, têm a chancela, o nome de respeito ao cidadão e de preocupações básicas com o trabalhador e o ser humano.    

26 de junho de 2012

Manifesto de Abertura da Convenção Municipal do PCB - Juiz de Fora

Mesa: Camaradas Beto, Laerte e Kaizim
Camaradas, Companheiras e Companheiros, Amigas e Amigos.

O Partido Comunista Brasileiro - PCB - é parte da História do Brasil desde a segunda década do século passado.

Fundado em Niterói, em 25 de março de 1922, ao longo de muitos anos foi o instrumento de resistência e luta dos trabalhadores brasileiros, abrigando em seus quadros figuras do porte de Luís Carlos Prestes, Jorge Amado, Cândido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Monteiro Lobato, Gregório Bezerra e outros de igual quilate.

As crises e dificuldades provocadas ao longo desses 90 anos de vida não nos afetaram na convicção marxista-leninista e tampouco calaram o Partido.

Aqui mesmo em Juiz de Fora fomos presença viva. Em 1946, antes do ato arbitrário do governo Dutra que colocou na ilegalidade o Partido, elegemos o operário da construção civil e secretário geral do Partido, Lindolfo Hill para a Câmara Municipal e na legenda do antigo PSB, o professor Irineu Guimarães.

As marcas de postes ao longo da rua Batista de Oliveira, por muitos anos também, guardaram as balas da repressão contra as primeiras greves de trabalhadores na cidade e no País.

Vamos propor e discutir com a cidade, com os cidadãos, o ideal de uma CIDADE CAMARADA.

A que se constrói na participação popular, tanto quanto, buscar informar, formar e conscientizar da importância da cidade, nossa realidade imediata.

Construir o Poder Popular significa instituir a democracia participativa direta, de forma a que os trabalhadores e as comunidades proletárias possam experimentar mecanismos de participação e decisão política, através dos Conselhos Populares. Trata-se de um longo percurso, no qual os trabalhadores devem ir construindo no interior da velha ordem os elementos constitutivos e organizativos da futura ordem socialista. As lutas populares no âmbito do poder local colocam, cada vez mais, na ordem dia o protagonismo dos trabalhadores e das massas populares, que buscam criar meios institucionais para que seus interesses e necessidades sejam defendidos com independência e autonomia, não se prendendo aos limites da atual ordem institucional, mas inovando e criando novas formas de poder político, no sentido da democracia direta.

Vamos pensar Juiz de Fora, vamos mostrar a realidade brutal dos dias atuais em relação às nossas cidades. O perverso processo político, econômico e social imposto pelo capitalismo globalitarizado (globalizado pela força das armas) e buscar, em cada canto, na medida das nossas possibilidades e até impossibilidades, levar o ideal e a convicção do PCB - o PARTIDÃO - que um outro mundo é possível, que a resistência é fundamental e que a luta nos dias hoje é de sobrevivência da própria espécie, como vimos agora, aqui mesmo próximo de nossa cidade, na RIO + 20, na CÚPULA DOS POVOS e assistimos na resistência do povo paraguaio a um golpe de estado.

Não é possível humanizar o capitalismo, ele é cruel por sua própria natureza e não vai cair de podre.

Lutamos por uma nova ordem social e reafirmamos ser o marxismo a nova concepção de conhecimento, a nova concepção de história, a nova concepção política, a concepção de homens e mulheres inquietos que poderão construir uma sociedade viável, nunca perfeita, porque perfeição é ideal a procurar sempre. 

Estabeleçamos solidariedade, fraternidade e todos participando do trabalho social, da criação de riquezas sociais, com pertencimento de todos do produto final.

Não somos um partido eleitoreiro. Somos um partido revolucionário.

Sabemos perfeitamente que o sistema eleitoral burguês privilegia os partidos da ordem, com regras que tendem a restringir ao máximo o acesso dos partidos comprometidos com a classe trabalhadora à mídia, ao financiamento da campanha eleitoral e, portanto, à própria conquista de mandatos parlamentares.

Hoje, nos reunimos com o compromisso histórico de cumprir nossas tarefas de comunistas e apontar nossos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

É o PCB de pé, consciente de suas responsabilidades, consciente de seu papel em nossa Juiz de Fora e com a certeza que seremos capazes de cumpri-lo com sobras, pois ao revolucionário não falta nem a coragem, nem a determinação e muito menos o ideal, a chama que nos impele na busca do socialismo.

Sejam bem vindos.